SEÇÕES

José Osmando

Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

Lista de Colunas

Adoecimento mental de estudantes é um problema grave para escolas e famílias

Pesquisa do IBGE (PeNSE 2024) revela que a saúde mental de adolescentes brasileiros (13-17 anos) é alarmante

Saúde mental de estudantes: IBGE revela dados preocupantes | Reprodução

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístia (IBGE) trrouxe na semana passada um dado preocupante sobre o adoecimento mental dos estudantes que estão na faixa dos 13 aos 17 anos, revelando que que eles se sentem tristes sempre, ou na maioria da vezes. Essas informações constam da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PenNSe), que entrevistou 118.099 adolescentes que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas em todo o Brasil, tendo como referência o ano de 2024.

Essa amostra, pelo seu expressivo tamanho, é considerada representativa de todo o universo dos estudantes brasileiros nessa faixa etária tomada como foco na pesquisa. 

Além dessa constatação preocupante, o quadro se torna ainda mais grave ao se considerar outro achado do levantamento, mostrando que 42,9% dos alunos que responderam aos questionários se sentem "irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa" e 18,5%  pensam sempre, ou na maioria das vezes, que  a vida não vale a pena ser vivida."

Além do registro de falta de apoio, de diálogo, de conversas com com pais e parentes no ambiente familiar, na busca de socorro,  no decorrer das dificuldades que passam, a vida desses adolescentes é também dura e diretamente afetada pela ausência de suportes psicológicos dentrro da maioria das escolas. 

A pesquisa traz informações sobre a relação desses adolescentes com suas famílias e comunidades, e 26,1% dos estudantes disseram sentir constantemente que “ninguém se preocupa” com eles. Pouco mais de um terço dos alunos também achava que os pais ou responsáveis não entendiam seus problemas e preocupações e 20% contaram que foram agredidos fisicamente pelo pai, mãe ou responsável, pelo menos uma vez, nos 12 meses anteriores à pesquisa.

A pesquisa atestou, de maneira surpreendente,  que, apesar da gravidade que esse problema revela, menos da metade dos estudantes, nesse ano de 2024, frequentava uma escola que oferecia atendimento psicológico aos alunos.

E aqui vem um dado alarmente: nas escolas da rede privada a proporção de estudantes sem suporte psicológico era de 58,2%, um percentual maior , que ficou constatado em 45,8% nas redes do ensino público, onde o índice ficou em 45,8%, 12,4% menir do que das escolas privadas, embora se diga que "pagar por uma boa escola" pode ser o caminho para os filhos de muitas famílias. 

Outro agravante é o fato de que a presença de profissionais de saúde mental no quadro de funcionários da escola era ainda mais rara e grave, sendo possível verificar esse cuidado beneficiando apenas 34,1% dos estudantes.

Fica muito evidente que as famílias e as escolas devem aumentar suas atenções para este problema grave, que é crescente, mas que pode ser atenuado com diálogo, observação de condutas, apoio e afeto  permanentes, além de ter-se compreenesão para  o alerta de que o problema exige acompanhamento psicológico constante e ininterrupto. Essa postura, além de reduzir essas incidências sobre estudantes desssa faixa etária delicada, certamente evitará agravamentos que levem muitas vezes ao suicídio, uma tragédia que, infelizmente,  tem crescido. 

Um dado especialmente preocupante, a merecer atenção especial, é que entre todos os resultados fica demonstrado que as meninas são mais afetadas do que os meninos, uma evidência de que o probblema de gênero tem influência negativa entre os adolescentes, nessa problemática da saúde mental. 

Além do papel das famílias e das escolas, é importante saber-se que nos serviços públicos, sobretudo no universo do Sistema Único de Saúde(SUS), existe uma rede de atendimento à saúde mental, através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Báscias de Saúde (Saúde da Famíia, Postos e Centros de Saúde), incluindo UPA 24H, e atendimentosdo SAMU 24 horas diretamente relacionado a hospitais e Prontos Socorros. Na cadeia de soloidariedade existente no Brasil, pode-se contar, de modo muito satisfatório, com instituições como o Centro de Valorização da Vida-, que atende gratuitamente pelo número 188.

O CVC realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, de maneira voluntária e gratuita a todas as pessoas que querem e têm necessidade de conversar, atuando 24 horas por dia.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
Tópicos
Carregue mais
Veja Também