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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Bons sinais na economia elevam entrada de dinheiro externo e põem Ibovespa em pico histórico

O Ibovespa supera 175 mil pontos pela primeira vez! Descubra como a forte entrada de capital estrangeiro impulsiona a economia brasileira e desmente previsões pessimistas

Ibovespa atinge recorde histórico de 175 mil pontos | Reprodução

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do Brasil, ultrapassou os 175 mil pontos pela primeira vez na história, batendo todos os recordes da série histórica de medição do seu desempenho, ao atingir uma marca maior do que a outra, de maneira sucessiva, nos últimos meses de 2025 e agora em janeiro deste novo ano. 

De 1º de agosto de 2025 até quinta-feira desta semana(22/01), o Ibovespa foi de 132.437 para 175.589 pontos, impondo um aumento de 43.152 pontos, algo nunca visto antes.

Para uma demonstração dessa robustez, os analistas econômicos explicam que a realocação intensa de portfólios dos gestores globais injetou R$ 8,7 bilhões no segmento secundário da B3(ações listadas) no acumulado deste janeiro até dia 20. Esse volume equivale a mais de um terço dos R$ 25,4 bilhões  aportados pela mesma categoria em todo o ano de 2025. No acumulado de janeiro, o Ibovespa já registra avanço de 8,98% em reais e 12,89% em dólares. Este é o segundo melhor desempenho da moeda americana entre 11 dos principais índices acionários de todo o planeta.

 Esse formidável desempenho do Ibovespa  ocorre porque o país tem registrado uma fortíssima entrada de capital de investidores estrangeiros, o que se traduz na enorme confiança que os aplicadores de todo o mundo depositam hoje na economia brasileira, revertendo de maneira expressiva previsões alarmistas que o próprio mercado local sustentava.

Essa ocorrência, por si só, desmonta todas pregações pessimistas que a direita e extrema direita, opositores do Governo Lula, faziam se alastrar mundo afora em fortes setores da mídia e redes sociais, levantando a narrativa de que o PT no poder seria um risco à América Latina e traria, sobretudo, um perigo à economia, com os investidores estrangeiros retirando seu dinheiro do Brasil e empresas fechando as portas em razão da ingovernabilidade que o socialismo de esquerda implantaria por aqui.

Não apenas a aceleração dos recursos externos trazidos por investidores de grandes economias, está fazendo essa notável diferença e destruindo o negacionismo dos opositores do governo, como outros fatores da realidade atual do Brasil mostram o contrário, como o controle pleno da inflação, o emprego nos níveis mais elevados da história, a intenção de consumo das famílias voltando a crescer (como acontece agora em janeiro em relação a dezembro), a arrecadação de impostos batendo todos os seus recordes históricos e os setores de produção demonstrando crescimento.

Os dados positivos não param de se manifestar.  Agora mesmo, a ICF (Intenção de Consumo das Famílias), medida pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que em janeiro subiu em 0,8% esse índice nacional, passando para 107,7 pontos, na comparação com dezembro último. Nessa verificação, todos os componentes verificados alcançaram elevação: emprego(0,1%), consumo (0,9%), perspectiva de consumo(0,8%), acesso ao crédito(1,9%) e momento adequado para duráveis(3,8%).

A percepção de melhora em acesso ao crédito (apesar dos juros absurdos praticados pelo BC, de 15% ao ano), e  o desejo de comprar bens duráveis foram também observados e mostraram evolução em relação ao mês anterior. Se comparada a janeiro deste ano com janeiro de 2025, entre as famílias com até 10 salários-mínimos mensais, a intenção de consumo subiu 1,7%.

Outra constatação importante para esse virtuoso estágio da economia brasileira, é que dólar e juros futuros voltam a cair, elevando a segurança externa em relação ao Brasil. Isso, seguramente, conforme os analistas do mercado, terá impulso na chegada de novos recursos vindos de investidores dos principais países do mundo.

Há uma observação extraída das análises, de que parcela relevante dos recursos externos vindos para o Brasil está saindo de setores de tecnologia, que lá fora já estava bastante desgastado e está migrando para outros segmentos, aí entrando aqueles ligados a commodities, e aí o Brasil leva uma vantagem comparativa gigantesca, ganhando a preferência dos investidores.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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