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José Osmando

Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Consumo interno aquecido, fez a indústria de alimentos crescer 8,02% no ano passado

Por seu bom desempenho, o setor ostenta 10.8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional naquele período.

Indústria de alimentos no Brasil cresce 8,02% com consumo interno | Reprodução

A indústria brasileira de alimentos registrou em 2025 um crescimento de 8,02%, na comparação com o ano anterior, apresentando um faturamento de R$ 1,39 trilhão. Por seu bom desempenho, o setor ostenta 10.8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional naquele período.

O mais relevante nessa vitalidade que o setor de alimentos e bebidas constitui, é que foi o mercado interno, ou seja, o consumo das famílias brasileiras e de tantos quanto aqui vivem, que respondeu por R$ 1,02 trilhão desse total.

E mais: R$ 732 bilhões vieram do varejo, ou seja, do consumo familiar mesmo, ficando o restante por conta do food service, que os indicadores da ABIA (Associação Berasileira da Indústria de Alimentos) indicam também apontarem para notável crescimento, retomando sua fatia de participação.

Conforme avalia a ABIA, a demanda doméstica foi determinante para garantir o crescimento real das vendas totais, refletindo a recomposição gradual e persistente do consumo das famílias, o avanço do consumo fora do ambiente residencial e garantindo ganhos de eficiência pelas empresas ao longo de todo o ano passado. 

Embora as exportações de alimentos e bebidas tenham marcado expansão de 0.7% em 2025, somando para o Brasil US$ 66,73 bilhões, com a Ásia se notabilizando como o principal destino, não há como fugir da realidade de que o consumo interno brasileiro está aquecido, espelhando o aumento do emprego ( e consequente queda contínua e histórica do desemprego), o aumento da renda dos trabalhadores e a volta vigorosa das compras, o que ao final favorece o caixa das empresas e anima o crescimento do PIB.

Nesse ponto em especial, o relatório da ABIA indica  que a força de trabalho direta alcançou 2,2  milhões de empregados, indicando um avanço de 2,4% em relação a 2024. Somando empregos indiretos, a cadeia produtiva chegou a 10,6 milhões, o que corresponde a 10.3% de toda a força de trabalho ocupada do país.

Para este ano de 2026, a Associação do setor espera que alimentos e bebidas tenham um crescimento entre  2% e 2,5%, com o impulso do mercado doméstico e pela recuperação do mercado internacional, com a visão de que o término da guerra nos países do Oriente Médio, encerrando-se o mais 

rapidamente, possa devolver tranquilidade e assegurar a volta dos negócios, numa região muito importante para as exportações brasileiras.
A grande preocupação deste momento, pelo cenário até pouco tempo não visível nos planejamentos do setor, com essa guerra ilógica que está acontecendo, diz respeito justamente aos custos de produção e à elevação de preços ao consumidor, com dificuldades evidentes na formação de caixa e no equilíbrio financeiro das empresas.

Mas todos estão esperançosos de que esse momento delicado deve passar logo, sem deixar maiores rastros de prejuízos.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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