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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Copom volta a se reunir e tem gente querendo interromper a redução das taxas Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começa a sessão com grande expectativa de que as taxas de juros Selic sofram uma nova queda

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  • O Comitê de Política Monetária (Copom) realiza sessão periódica nesta terça-feira.
  • Expectativa de queda nas taxas de juros Selic, repetindo o que aconteceu em março e abril de 2025.
  • Juros reais do Brasil são as segundas mais elevadas do mundo, superadas apenas pela União Soviética.
  • Altos juros afetam a economia produtiva, encarecendo crédito e inviabilizando investimentos.
Copom volta a se reunir e tem gente querendo interromper a redução das taxas Selic | Reprodução

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começa nesta terça-feira mais uma das suas sessões periódicas, diante de grande expectativa de que as taxas de juros Selic sofram uma nova, mesmo que diminuta queda, repetindo o que já se deu duas vezes neste ano.

Nas sessões que realiza a cada 45 dias, em março e abril de 2025 o Copom cedeu à intransigência de manter os juros que regulam o mercado em 15%, uma condição que foi estabelecida em setembro de 2025 e assim permaneceu por mais de 7 meses. 

Em março e abril, portanto, os integrantes do comitê decidiram retirar 0,25% a cada mês, deixando a taxa atual em 14,50%. 

O  mercado financeiro, do seu trono na Faria Lima, deu sinais de disposição para ceder nessas duas situações anteriores e, agora, embora pareça bastante dividido, dá mostras de que não ficará incomodado se o Copom resolver optar por atitude  benevolente e conceder mais 0,25% nessa queda de patamar.

No final do dia de amanhã, saberemos finalmente se os 9 integrantes do Copom entenderam bem a mensagem do mercado que o controla, ou se manterá ainda mais fidelidade, mantendo o nível Selic na posição de agora, de 14,5%.

Aliás, embora todos os indicadores da economia tenham registros positivos, bastou uma leve alteração no IPCA de maio, que subiu 0,58%, para que os rentistas  do mundo econômico vejam isso como sinal de precipício e apontem para a necessidade de a Selic até mesmo voltar a crescer. 

Na proximidade de nova sessão do Copom, cumprindo o figurino que os levam à consulta das empresas do sistema financeiro acerca de suas expectativas, um dos líderes desse fechado círculo alerta que a autoridade financeira deve sugerir a possibilidade de uma “ interrupção no ciclo de afrouxamento”, recomendando “ refletir sobre a piora no cenário da inflação”.

O incrível é se diante do público, espalhado da forma como é feito para conhecimento popular, eles fazem esse tipo de alerta, imagine-se no particular, dentro das quatro paredes que frequentam em comum, o que os integrantes do Copom não devem ouvir dessa turma privilegiada!!!

Mesmo tendo caído 0,50% em duas sessões seguidas do Copom, ficando no momento em 14,5%, os juros reais do Brasil (já descontada a inflaçǎo) configuram as segundas mais elevadas do mundo, superadas apenas pela União Soviética. 

Os juros Selic nos níveis de hoje são os mais elevados em um ano eleitoral em mais de duas décadas. 

Isso tem um efeito perverso sobre os que operam os setores de produção, da indústria, comércio, serviços, turismo e aos cidadãos e famílias em geral, elevando os preços e reduzindo o consumo. 

Os juros altos no Brasil travam a economia produtiva ao encarecer o crédito, o que inviabiliza investimentos em expansão fabril, reduz as vendas de bens de capital e eleva a inadimplência. Como consequência direta, tem-se a estagnação do setor industrial, queda na produtividade e estagnação na criação de novos postos de trabalho.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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