- América Latina atingiu 10 mil ônibus elétricos em 80 cidades e 13 países, evitando 10 milhões de toneladas de CO2 por ano.
- São Paulo, Santiago e Bogotá lideram a expansão dos ônibus elétricos, com mais de 7 mil veículos em operação.
- Recife e Aracaju têm planos para ampliar frota elétrica, com recursos federais e projetos de mobilidade urbana.
- Brasil registra 311 ônibus elétricos emplacados em 5 meses de 2026, alta de 14,3% em relação a 2025.
- Ônibus elétricos hoje são produzidos nacionalmente, com tecnologia avançada e fabricados em grandes centros industriais.
Dados de um relatório divulgado ontem na abertura da Feira Latino-Americana de Transporte- que vai até essa quinta-feira-, mostram que o Continente está avançando na sua escolha por ônibus elétricos no tansporte urbano de passageiros. A América Latina atingiu a marca de 10 mil ônibus elétricos em operação, em 80 cidades e em 13 países da região.
Com esse avanço, esses países latino-americanos, nos quais se inclui o Brasil, estão evitando, de modo concreto, a emissão de 10 milhões de toneladas de CO2 por ano, conforme informações dos organizadores do evento, o que significa um ponto importante no equlíbrio ecológico de que tanto o mundo se ressente.
São Paulo, no Brasil, Santiago, no Chile, e Bogotá, na Colômbia, lideram a expansão dos ônibus elétricos, com mais de 7 mil veículos somados. A Capital paulista, com a incorporação recente de mais 500 unidades, alcança a marca de 1. 759 veículos, sendo 1.570 movidos a bateria e 189 trólebus ( que são ônibus que rodam com pneus e são ligados a cabos elétricos). Com esse volume, São Paulo já contribui para evitar a emissão de 130 toneladas/ano de CO².
Em outras cidades brasileiras os ônibus elétricos já compõem as frotas de transporte urbano de passageiros, inclusive algumas capitais do Nordeste, como Aracaju, que possui a maior quantidade na região nordestina, com 30 ônibus operando regularmente na sua frota. A região Metropolitana de Salvador já conta também com cerca de 30 ônibus elétricos( com 10 na capital). A região metropolitana de Recife, em Pernambuco, já contabiliza a reserva de R$ 319 milhões de recursos federais para a aquisição de 100 ônibus elétricos, dentro do Novo PAC.
Enquanto Aracaju(SE) lidera no Nordeste, a Capital do Pará, Belém, figura na região Norte do país como líder, com 40 ônibus elétricos já integrados a sua frota de tansporte de passageiros. Na capital paraense, além das vantagens significativas dos ônibus elétricos quando comparados com os veículos movidos a diesel ( como zerar a emissão de CO² e oferecer maior economia nas operações), esses veículos são importantíssimos para atender exclusividade nas faixas do corredor metropolitano, além de dar aos passageiros o conforto de ar-condicionado e acesso pleno a Wi-Fi.
Capitais como Fortaleza, Natal e João Pessoa já avançaram nos testes para implantação de ônibus elétricos, mas essa implatantação,conforme os gestoes municipais explicam, está atrelada a modelos mais amplos e compexos de mobildiade urbana, que envolve outras obras e ações administrativas.
A propósito de ônibus elétricos, a cidade de Recife, que se prepara para entrar nesse circuito de forma bastante ampla, já teve esse tipo de veículo em passado recente. Em 1960 (há, portanto, 66 anos), a capital pernambucana viu funcionar o seu primeiro sistema de ônibus elétricos. Conhecido como trólebus, por que eram veículos agarrados a cabos da Companhia de Transportes Urbanos (CTU), que circulavam por diversos bairros da cidade, esse sistema funcionou até 2001, quando foi desativado.
Os 65 veículos que circulavam em Recife( da marca Mormon-Herrington), eram fabricados nos Estados Unidos e aqui chegavam vindos de navio. No auge de seu funcionamento, a cidade de Recife chegou a ter 100 quilômetros de fiação aérea e dezenas de linhas que serviam muito bem os passageiros. A desativação se deu por conta de custos e dificuldades de manurenção das redes de fiação.
Os ônibus elétricos de agora são fruto de avançada tecnologia nacional e são todos fabricados no Brasil, com sua produção em série em grandes polos industriais de São Paulo, São Bernardo do Campo, Campinas, e também no Espírito Santo.
O mercado brasileiro de ônibus elétricos entrou em uma nova fase neste ano de 2026. De janeiro a maio, foram emplacadas 311 unidades no país, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 272 veículos. Em maio, o avanço foi ainda mais expressivo: 132 ônibus elétricos foram emplacados, contra 24 no mesmo mês de 2025, uma alta de 450%.
O resultado indica que o segmento começa a deixar a fase de projetos-piloto e passa a combinar escala operacional, financiamento público, produção nacional e entrada progressiva em grandes cidades brasileiras.