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Derrota de Trump e decretos de Lula chegam como proteção a minerais críticos e terras raras

Lula sanciona decreto que protege minerais críticos e terras raras, enquanto Trump sofre derrota eleitoral. Brasil reforça posição na disputa global por recursos estratégicos

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  • Presidente Lula assina decreto que classifica minerais críticos em três níveis de prioridade e cria Conselho Nacional de Industrialização.
  • Derrota de Trump nas eleições reduz ambições norte-americanas sobre minerais brasileiros e terras raras.
  • Brasil possui segundas maiores reservas de minerais críticos, essenciais para indústria tecnológica e energética.
  • Decreto prevê avaliação de riscos geopolíticos e possíveis substituições de minerais críticos para a indústria.
  • Derrota de Trump e perdas financeiras de Musk impactam negócios e reduzem interesse por minerais brasileiros.
Derrota de Trump e decretos de Lula protegem minerais críticos e terras raras | Reprodução
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Ao assinar o decreto que divide os minerais críticos e estratégicos em três níveis de prioridade, e criar, ao mesmo tempo, a o Conselho Nacional de Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, o Presidente Lula dá um passo importante para o fortalecimento do Brasil nesse setor que desperta grande interesse e acentuada cobiça no mundo.

O ato governamental de Lula se dá no exato momento em que a derrota eleitoral, bastante acentuada, do Presidente Donald Trumpo nos Estados Unidos, nas eleições ocorridas esta semana, coloca um freio nas ambições norte-americanas de avançar sobre terras raras e minerais críticos brasileiros.

É sabido, por estudos estatísticos conhecidos,  que nosso país guarda as segundas maiores reservas do planeta desses minerais, de que os países desenvolvidos necessitam cada vez mais de produtos resultantes deles, para tocar a moderna indústria tecnológica, sobretudo na fabricação de baterias para carros elétricos e componentes necessários à transição energética permitindo a  adoção de energias limpas, renováveis.

A propósito, o decreto publicado no Diário Oficial da União estabelece que a definição sobre a importância de cada minério levará em conta ameaças externas e a capacidade de o país refinar a matéria-prima. 

Vê-se, portanto, que o governo brasileiro, através de um documento oficial, reconhece pela primeira vez e avisa que sabe da existência de ameaças à subtração desses minerais críticos e estratégicos vindas de outras países, pois têm sido claras as manifestações expressas por líderes políticos, a exemplo de Donald Trump, e de empresários dos setores tecnológicos, como Elon Musk. Esses que não escondem o desejo de se apoderar de elementos químicos que os façam avançar nos seus negócios industriais.

Prevê o decreto que o  governo avaliará se o fornecimento mundial está concentrado em países ou exposto a guerras e sanções comerciais, além de checar se existem materiais substitutos viáveis para a indústria. Essa  avaliação considerará os seguintes critérios: risco geopolítico - intensidade da exposição do abastecimento a conflitos, sanções, restrições comerciais, controles de exportação ou dificuldades logísticas", diz o decreto.

As eleições norte-americanas desses dias mostraram não apenas um baque extrordinário no poder político de Donald Trump, perdendo liderança no Senado e na Câmara, mas também um estrago valioso nos negócios de Elon Musk que, além de ter investido algo em torno de US$ 3 bilhões na campanha de Trump e aliados, descarregando dinheiro sobretudo no Texas, teria perdido nos seus mais diversos empreendimentos empresariais, a soma magnífica de R$ 200 bilhões após a derrota do presidente republicano.

Esses tombos, político e financeiro, de Trump e de seus principais aliados e financiadores, sinalizam que os ímpetos dos Estados Unidos pelas reservas minerais brasileiras serão arrefecidas a partir disso, e mais ainda, pelas medidas legais adotadas pelo Presidente Lula, que têm o caráter de proteger nossas riquezas e colocá-las de forma justa  e adequada nas mãos do empresdariado brasileiro e na agenda das negociações diplomáticas com os mais diversos países do mundo que tenham interesse em associar-se ao Brasil nesse promissor caminho de exploração e beneficiamento das terras raras e minerais estratégicos.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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