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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Em 3 anos, Petrobras se refaz do desmonte, retoma refinarias e bate novos recordes

Petrobrás alcança recuperação notável com recordes de produção em 2025 e investimentos bilionários em construção naval. Veja como a estatal impulsiona a economia e gera milhares de empregos!

Petrobras | Reprodução

Duas notícias, nesta semana, dão a real dimensão da imensa capacidade de recuperação da Petrobrás. A primeira, a de que a retomada de refinarias que haviam sido abandonadas desde o período de Michael Temer, até o final do governo Bolsonaro, não apenas voltou a operar em pleno vapor, mas estabeleceu para o país novo e históricos recordes de produção de petróleo e gás no último trimestre de 2025.

A segunda boa notícia é que a Petrobrás, agora voltando ao topo do seu desenvolvimento em pesquisa e exploração, está ativamente contratando a construção de navios, através do Programa Mar Aberto do Governo Federal, com foco na renovação da sua frota da Transpetro, incluindo 5 gaseiros, 18 barcaças e 18  empurradores, gerando investimentos bilionários e a criação de muitos empregos no setor de construção naval. 

Recentemente, foram assinados contratos no valor de R$ 2,8 bilhões para construção de cinco navios gaseiros, além de outros equipamentos. Isso faz não apenas fortalecer as operações da Petrobrás, mas significa um reforço extraordinário ao segmento da construção naval, uma das áreas mais afetadas das iniciativas levadas à frente pela vergonhosa operação lava jato, que atingiu de cheio a fabricação de navios e embarcações no Brasil, causando prejuízos incalculáveis e paralisando a produção.

Com o objetivo principal de reduzir a dependência e os custos com o fretamento de navios e aumentar a sua frota própria, como tinha no passado, essas iniciativas da Petrobrás de construir mais navios terão grande impacto na reativação da indústria naval brasileira, com metas de investimentos, apenas da estatal do petróleo, de cerca de R$ 32 bilhões até 2030, ou seja, em apenas quatro anos.  O impacto disso é o fortalecimento financeiro e operacional da construção naval e a consequente geração de milhares de novos empregos, quase todos especializados. 

Os novos navios gaseiros, agora contratados, serão construídos na cidade litorânea de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e só para a finalidade desse contrato que o Presidente Lula assinou nessa terça-feira, ao lado do governador gaúcho, terá o potencial de gerar 7 mil empregos diretos e indiretos. A primeira entrega está prevista para acontecer dentro de 33 meses.

Os demais navios e embarcações serão produzidos no Amazonas  e em Santa Catarina. Em Manaus, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia construirá as 18 barcaças, e em Santa Catarina a Indústria Naval Catarinense será responsável por fabricar os 18 empurradores, que são embarcações a propulsão utilizadas na movimentação das abrcaçasd. 

Com esses contratos, a frota de gaseiros da Petrobrás irá subir para 14 unidades, triplicando a atual capacidade de transporte de GLP e derivados. 

Essas iniciativas são bastante relevantes para a retomada da indústria naval, que só está sendo possível porque o governo brasileiro decidiu desenvolver uma política industrial exclusivamente para o setor. 

A operação Lava Jato, levada a efeito com a posse de Michael Temer na Presidência- logo após a derrubada da Presidente Dilma Roussef do cargo - , e que teve seus danos continuados  sob a presidência de Bolsonaro, trouxe consequências financeiras e operacionais significativas para a Petrobrás, gerando bilhões de reais em prejuízos financeiros e impactando a economia nacional. 

Cálculos posteriores levantados pelo Tribunal de Contas da União apontam danos  na casa dos R$ 29 bilhões. E estudos específicos sobre essas ocorrências indicam que o desdobramento das operações criminosas contra a Petrobrás levaram à perda de milhões de empregos na indústria de petróleo e em setores relacionados, com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) apontado 25 mil cargos perdidos apenas em Itaboraí, no Rio de Janeiro.

A paralisação de investimentos e obras públicas em decorrência da Lava Jato teve impacto muito mais forte na economia, com estimativas do Clube de Engenharia apontando um tombo de R$ 142,6 bilhões no Produto Interno(PIB) do país em apenas um ano.

Além de tudo isso, os danos à imagem da Petrobrás foram irreparáveis, não apenas internamente, no Brasil, mas em todo o mundo econômico mundial. 

Muitos estudiosos da Lava Jato, embora admitam que numa empresa do tamanho e da complexidade da Petrobrás fosse possível existirem ações com natureza de corrupção- sobretudo pelo envolvimento histórico de agentes políticos na movimentação de cargos de direção-, sustentam, com visíveis comprovações, que a tal Operação que visou a maior estatal brasileira foi gestado fora do país, com presença assegurada de interesses norte-americanos. 

A Petrobrás e várias outras grandes empresas nacionais da construção civil ( as grandes construtoras), apresentam-se à época ao mundo com uma capacidade gigantesca de competitividade, fator que contrariava segmentos econômicos e políticos, daí a preparação e teiramento que os executores da Operação passaram por lá, sendo treinados externamente para que tivessem sucesso nas operações que levariam a efeito a partir de Curitiba.

Mas como não há mal que dure para sempre, como asseguram os mais lúcidos e experientes, a LavaJato teve o destino que merecia, com seus atos tornados nulos por tribunais superiores, e a Petrobrás retomado seu caminho de prosperidade e grandeza como a maior estatal do continente sul americano.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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