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Em meio a fogo na Amazônia e fumaça em Manaus, promessas políticas geram grande polêmica

Fogo na Amazônia e fumaça em Manaus geram polêmica política com acusações de uso da crise ambiental para ataques políticos.

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  • Queimadas na Amazônia aumentam desde setembro, afetando Manaus com fumaça e problemas respiratórios.
  • Estado do Amazonas registra 36 municípios em situação de emergência devido a incêndios.
  • Presidente do Ibama acusa políticos de usar incêndios para atacar governo e promover fake news.
  • Candidato do PL defende autonomia dos produtores rurais, o que pode violar a Constituição Federal.
  • Governo Federal envia 330 brigadistas e 11 aeronaves para conter queimadas na região metropolitana.
Fogo na Amazônia e fumaça em Manaus geram polêmica política | Reprodução
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Tem sido frequente na imprensa e nas redes o regristro de grandes queimadas na Amazônia, episódios que avançam desde o mês de setembro, e que têm levada Manaus, a Capital do Estado, a ficar quase que totalmente coberta de fumaça, com imensa dificuldade de visibilidade e com transtornos respiratórios severos na população humana. Crianças e idosos têm sido os mais atingidos, conforme relatos dos informes de saúde pública.

Embora incêndios na Amazônia não sejam algo incomum, o Governo vinha comemorando o fato de que o ano de 2025 marcou uma queda histórica nessas queimadas, uma conquista para a importante floresta,  que foi interrompida com a chegada de 2026, em razão do aumento de pressão causado pelo crescimento do período de seca,  de modo pouco visto nos ultimos tempos.

Essa seca, porém, conforme análise das autoridades ambientais, não teria a proporção de gerar os incêndios que têm sido constatados a partir sobretudo deste segundo semestre de 2026, que eles consideram prontamente fora de controle e com dificuldade para detectar as causas reais. 

Nada memos do que 36 municípios no Estado do Amazonas já entraram em situação de emergência. Manaus já registrou 19 episódios de fumaça por incêndios florestais desde setembro, com reflexos danosos em toda a Região Metropolitana. Entre 1º de setembro e 14 de outubro, foram detectados  5.365 focos de incêndio.

Frente a isso, as autoriades estaduais e municipais viram-se na obrigação de suspender as aulas na rede pública de ensino, afetando também as escolas particulares, e a saúde dos moradores tem sido afetada de modo preocupante. 

Nessa última segunda-feira os incêndios e a fumaça voltaram a crescer, fazendo o Governo Federal enviar 330 brigadistas, 41 fiscais, 11 aeronaves e 32 viaturas para conter queimadas que atingem toda a região metropolitna de Manaus.

E foi nesse calor literalmente exponencial que se observa na Amazônia que nesta segunda-feira surgiram dois acontecimentos que nos fazem levar uma grave  preocupação. O primeiro deles foi um pronunciamento do Presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), Jair Schimitt- que estava em Manaus para acompanhar os problemas e conduzir soluções-, ao dizer que "o que que a gente vê é uma guerra política. Há pessoas que estão se valendo da situação dos incêndios para atacar o governo, quando este governo (Presidente Lula) foi o que mais investiu no combate aos incêndios e na fiscalização, por seus órgãos reaparelhados, de todo o sistema."

O Presidente do Ibama denunciou durante a entrevista que num dos vídeos que circula na Internet, "um homem vestido de brigadista em uma mata queimada critica a falta de contingente e equipamentos para conter o fogo. " 

E salientou que "o mais grave é que o governador de São Paulo (Tarcício de Freitas), foi um dos políticos que imediatamente repostou esse conteúdo falso para atacar Lula e o PT, além de propagandear sua atuação na área ambiental enquanto governador." 

Na opinião do presidente do IBAMA, o que se vê são declarações irresponsáveis, seja de um cidadão comum, de alguém contratada para cumprir um papel de acusação, ou de uma autoridade que deveria estar investida de responsabildiade e verdade.

Essa situação deplorável ganhou contornos ainda mais complicados, depois que o candidato à Presidência, pelo PF, Flávio Bolsonaro, num discurso durantre uma carreata no Pará, disse que pretende realizar um "programa de regulaização fundiária no Pará", e eliminar o que classificou como "entraves ambientais por razões ideológicas, assegurando que os produtores rurais terão autonomia sobre suas propriedades. "Farão nas suas terras o que vocês quiserem. Você vai poder plantar, criar gado, e tudo o que você explorar na sua terra será seu."

Na opinião de analistas políticos e econômicos, a fala do candidato do PL fere a Constituição Federal, que exige o cumprimento da função social da propriedade e a a manutenção de limites e regras ambientais, como o Código Florestal. Além do que, de acordo com o Artigo 176 da Constituiição Federal de 1988, as jazidas , as minas e os demais recursos naturais, como rios e lagos, pertencem à União, e não aos donos da terra.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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