A Embraer anunciou nesta semana um acordo comercial com a Finlândia, para a venda de até 46 aeronaves do modelo E195-E2. Essa venda é considerada o maior dos investimentos da história da Finnair em mais de 20 anos, e será essencial para a renovação da frota e para as metas da empresa de reduzir emissão de carbono.
Essa conquista agora conhecida, mostra o quanto a Embraer vem se renovando e aumentando a sua participação no mercado de fabricação de aeronaves comerciais e também de jatos destinados à defesa em todo o planeta.
Antes desse acordo agora celebrado com a empresa de viação finlandesa, a Embraer já vinha projetando para 2026 um forte crescimento, objetivando entregar até 85 aviões comerciais e cerca de 170 jatos executivos até o final do ano, com uma receita projetada de US$ 8,5 bilhões.
Em 2025, a Embraer já havia superado metas, ao entregar 78 pedidos exclusivos focados no E195-E2. Também no ano passado, o desempenho foi além dessa formidável performance relacionada às aeronaves comerciais.
A empresa brasileira entregou 155 jatos executivos, 11 aeronaves defesa/segurança. Fechou 2025 com uma l carteira que somou 1.471 pedidos, com destaque para outro de seus produtos referenciados no mundo, o E175, com 1.003 encomendas por diversos países e diferentes continentes.
O desempenho da Embraer é de tal modo notável, que ela está expandindo sua presença industrial global em 2026, com foco especial na Índia através de parcerias com o grupo Adani , para montar o jato E175. A empresa reforça sua cadeia de suprimentos no país asiático, além de ampliar bases na Europa (Hungria/OTAN) para o KC-390 e avaliar presença na Tunísia.
Ainda nesta semana a Embraer anunciou um acordo estratégico para começar a fabricar aviões na Índia, marcando a primeira grande frente de produção industrial fora do Brasil. A iniciativa será posta em prática através de um memorando de entendimento com o Grupo Adani, maior conglomerado privado do setor aeroespacial indiano.
O acordo prevê a produção de aeronaves comerciais regionais no país asiático, além de cooperação em áreas específicas, como a cadeia de suprimentos, serviços de pós-venda e treinamento de pilotos.
Esta Embraer, à qual nos referimos por seu vigor e notável expansão, que está trazendo muitas divisas para o país e bastante orgulho para os brasileiros, é a mesma empresa que o governo Bolsonaro, em janeiro de 2019, vendeu para a fabricante norte-americana Boeing, pela simples bagatela de U$ 4,2 bilhões, ou seja, menos da metade do que o Brasil está se obtendo apenas com uma venda de aeronaves feita ao exterior.
Como se costuma dizer que "Deus é brasileiro", o negócio da venda da Embraer não deu certo, pelo simples fato de a Boeing ter avaliado que não era um bom negócio para ela e, dando marcha à ré, desse modo desfez a negociação.