Ver Resumo
- O Governo está concluindo a montagem do programa Desenrola 2.0 para renegociação de dívidas em valores reduzidos e juros subsidiados.
- A medida visa aliviar a vida de cerca de 81,7 milhões de pessoas com contas atrasadas nos bancos e outros setores.
- O Governo estima usar cerca de R$ 4,5 bilhões do FGTS para ajudar os trabalhadores a quitar suas dívidas, podendo chegar a R$ 8 bilhões.
- Os valores dos débitos de cada família serão rebaixados, podendo chegar a descontos da ordem de 80% dos valores originais.
O Governo está concluindo a montagem do programa Desenrola 2.0, uma ação abrangente que vai possibilitar aos brasileiros inadimplentes no mercado a renegociação de suas dívidas em valores significativamente reduzidos e a juros subsidiados. O Ministério da Fazenda trabalha com o provável lançamento para essa próxima segunda-feira, dia 4 de maio.
A medida, além de aliviar a vida de cerca de 81,7 milhões de pessoas que se encontram com suas contas atrasadas nos bancos e em outros setores de produção e serviços, vai permitir que as famílias, depois de suas vidas financeiras normalizadas, possam ir voltando gradativamente ao consumo e, assim, possam realimentar a economia nacional.
Em março de 2026, o endividamento das famílias atingiu o seu recorde histórico máximo, atingindo 80,4% dos lares em que são relatodas dívidas, e em termos de falta de pagamento, da inadimplência, segundo a Serasa, esse público gigantesco passa dos 81 milhões de devedores.
Isso implica em CPF negativado e, com essa medida automática, cidadãos e cidadãs de todos os níveis fiquem impossibilitados de novas compras a crédito, além do que, pela inadimplência continuada mês a mês, às restrições ao crédito somam-se inconvenientes desastrosos, como a perda de patrrimônio, levando muitas vezes essas pessoas a distúrbios psicológicos, ao alto estresse e desarmonia dentro do lar.
O Desenrola 2.O, vem com o propósito de resolver essa situação incômoda, devolvendo tranquilidade às famílias e fornecendo as condições necessárias ao seu equilíbrio financeiro e à possibildiade de volta ao consumo, pois é desse exercício das compras que depende o melhor funcionamento da indústria, do comércio e dos serviços.
No contexto desse Desenrola, o Governo estima usar cerca de R$ 4,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço(FGTS) para ajudar os trabalhadores a quitar suas dívidas. Esse valor, conforme o Ministério do Trabalho admite, pode se elevar até o valor de R$ 8 bilhões, a depender do nível de adesão qeu for estabelecido após o lançamento. A destinação desses recursos será carimbada, exclusivamente para quitar ou abater débitos.
Os valores dos débitos de cada família serāo rebaixados, podendo chegar a descontos da ordem de 80% dos valores originais, o que facilita a quitação e faz as empresas credoras se aquecerem com a entrada de recursos que parece muito difícil acontecer sem um programa dessa natureza.
Outro ponto importante que está sendo negociado com os bancos é que os juros praticados pelos bancos não ultrapassem de 1,99% ao mês, ficando abaixco dos 2,5% que anteriormente foi discutido.
Nesse campo das dívidas e redução de valores para quitação figura um semento especialmente importante, relacionado ao Fies. Nesse campo, as dívidas dos estudantes universitários contraídas para o custeio de suas matrículas e mensalidades nas faculdades e universidades, que hoje estão altíssimas. Diante desse quadro, o Ministério da Educação propõe oferecer descontos de até 99%, isso beneficando majoritatriamente estudantes inscritos no CadÚnico. Em março, a carteira do Fies tinha R$ 89,9 bihões de contratos, dos quais o fundo tinha R$ 57,9 bilhões em contratos inadimplentes.
Para os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 90 dias até a data de adoção da medida pelo Governo, o descontoseria de até 100% dos encargos e de até 12% do valor principal.