- A Câmara dos Deputados derrubou a escala 6x1, permitindo mais descanso para os trabalhadores.
- Uma pesquisa do DataFolha revela que 71% dos entrevistados não tem medo de perder o emprego.
- A taxa de desemprego está em 6%, o menor nível nos últimos 13 anos, segundo a pesquisa.
- Os trabalhadores mais confiantes são os acima de 60 anos, que representam 80% da totalidade.
No momento em que a Câmara dos Deputados derrubou, finalmente, a escala 6x1- que mantinha até agora o trabalhador brasileiro sujeito a uma jornada de 44 horas de labor semananal com apenas um dia de descanso-,uma pesquisa do DataFolha, que acaba de ser divulgada, revela o elevado grau de confiança que a classe trabalhadora ostenta nessa fase da economia do país.
Com as taxas de desemprego mantendo-se nos níveis mais baixos dos que existiam em março de 2013, os percentuais de confiança dos trabalhadores, que avaliam não correr qualquer risco de demissão ou ficar sem trabalho, é de 71% entre todos os entrevistados na pesquisa. ApenaS 9% dizem ver alguma chance de que isso ocorra, enquanto para 19% o ris-co é grande.
A atual taxa de desocupação está em 6%, quando registros não muito distantes revelaram percentuais acima de 15%, no período pré-pandemia de Covid. O percentual de desemprego de hoje é o menor nos últimos 13 anos, assim como é o mais elevado o grau de confiança dos trabalhadores em relação às condições do Brasil. A pesquisa foi realizada nos dias 12 e 13 de maio. Foram 1.312 entrevistados com 16 anos ou mais em 139 municípios de todo o país.
Um dado importante na pesquisa DataFolha refere-se aos que não esperam ficar sem trabalho. Entre esses, a maioria é formada por pessoas acima de 60 anos de idade, representando 80% da totalidade.
Conforme explicam os próprios pesquisadores, o otimismo apurado está em um dos patamares mais elevados na série histórica do Datafolha. Valores acima da marca de 70% foram verificados anteriormente, no segundo governo Lula (2007-2010) e no primeiro governo Dilma Rousseff (2011-2014). No final desse período, depois do gole e da ascensão de Temer, seguida pela eleição de Bolsonaro, o Brasil entrou na maior recessão da história recente, com o desemprego indo a quase 14% e ficou elevado até 2021. Atualmente, está em 6,1%.
O recorde de confiança colhido pelas pesqusias se deu em 2013, dois anos após Lula ter passado o governo apra Dilma Roussef, quando o percentual de trabalhadores que revelavam não correr qualquer risco de desemprego chegou a 78%. Pelo que parece nessa nova avaliação, os níveis de confiança estão correndo para esse elevado percentual.
Além do elevado grau de confiança quanto à permanência do emprego, estudos recentes mostram igualmente um elevado nível de satisfação relativamente a aumento de renda. Estudos Socioeconômicos promovidos pelo Dieese apontam que 91% dos reajustes em negociações acompanhadas pela entidade foram concretizados acima da inflação, com ganho real médio de 1,89%. Isso é um indicador importante de que a renda do trabalhador em geral começa a melhorar, aumentando o bem-estar da classe trabalhadora.