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No Rio, sob um novo governo, polícia atua e até descobre a venda de fuzis pelo whatsapp

Operação desmantela rede de venda de armas e drogas por facções criminosas no Rio, com apoio do novo governo e inteligência policial

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  • Novas políticas de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, lideradas por Ricardo Couto, substituem ações violentas do governo anterior.
  • Operação desmantelou esquema de venda de armas e drogas por facções criminosas, usando WhatsApp como ferramenta de comunicação.
  • Forças de segurança identificaram e interceptaram armas pesadas, incluindo fuzis AR-10 e AR-15, em operações diárias no estado.
  • Política de reocupação territorial busca integrar saúde, educação e urbanismo para combater criminalidade e reocupar áreas abandonadas.
Polícia do Rio desarticula esquema de venda de fuzis pelo WhatsApp | Reprodução

As mudanças transformadoras nas políticas de combate às facções criminosas no Estado do Rio de Janeiro, desde que o desembargador Ricardo Couto Castro chegou ao comando do Governo carioca (em 26 de março deste ano), são reveladoras de uma mudança de atitude política radical se comparada às práticas colocadas em evidência pelo governador anterior, Cládio Castro, que renunciou ao cargo, foi condenado e está inelegível até 2030.

Ao contrário da conivência, e até mesmo comprometimento anterior demonstrado por várias investigações, o combate ao crime organizado agora é fato concreto. E a cada dia surgem novos lances estarrecedores nesse ambiente que a antiga Capital da República vive já há vários anos.

Ontem mesmo, cumprindo diretrizes do Gabinete de Gestão Integrada (criado após a chegada de Ricardo Couto ao Governo), a polícia civil e integração do Ministério Público e outras forças de segurança, desmantelaram um esquema de venda de armas, munições e drogas, por integrantes das duas principais facções no Estado, o Comando Vermelho e o Terceiros Integrantes do Comando Puro ( o TCP),  que vinha sendo desenvolvido pelo aplicativo WhastApp, de forma estruturada e escancarada.

Essa ação criminosa, praticada no WhatsApp e até repercutida publicamente em redes sociais, foi desarticulada a partir do trabalho de inteligência , que identificou e abriu o caminho para que a polícia chegasse aos seus articuladores e agentes de difusão. Pelas conversas de traficantes anunciando os produtos como se estivessem numa plataforma legal de venda, com exposição de fotos e vídeos, os integrantes das facções ofereciam "Fuzil top, com preço justo", conforme consta de uma dessas várias mensagens. 

Entre os ítens ilegais oferecidos à venda, estavam um Fuzil Parafal, pelo preço de R$ 165 mil, um Fuzil Ar-10, por R$ 80 mil e uma pistola custando R$ 15 mil. O Parafal é uma versão brasileira adaptada do famoso fuzil FAL, com coronha rebatível, calibre 7,62x51mm e tamanho menor, ideal para tropas especiais. 

Os grupos serviam também para outros fins dentro do WhatsApp, como anunciar a venda e entrega de entorpecentes e produtos de origem ilícita, que chegam ao Rio de Janeiro por contrabando, como elulares, automóveis e motocicletas fabricados em outros países, especialmente nos EUA.

Um dos pontos de forte atuação das forças policiais do Rio de Janeiro foi o Recreio dos Bandeirantes, onde os agentes desobstruíram vias de locomoção, interditadas pelos bandidos para facilitar suas atuações criminosas. Toda a Zona Sudeste do Rio foi alvo das operações.

Toda essa estratégia de combate às organizações crimininosas vem sendo possível depois da criação da Política Estadual de Reocupação Territorial, dias após a posse do desembargador Ricardo Couto, um mecanismo que substituiu o foco em confrontos policiais praticados pelo governo anterior nas comunidades, que renderam dezenas de mortes de pessoas inocentes, sem dar qualquer solução real no combate ao crime. Sob ordens do ex-governador Cláudio Castro, apenas num operação em Morro do Rio, em novembro de 2025, a Polícia matou 120 pessoas, quase todas inocentes, inclusive crianças.

A nova gestão criou o Gabinete de Gestão Integrada, o Gabinete de Gestão Territorial e o Observatório de Reocupação Territorial, este acompanhando e monitorando os resultados e prestando contas à população, de maneira clara. O enfrentamento ao crime organizado deixou de ser apenas movimentação armada das forças policiais, passando a envolver saúde, educação, urbanismo e desenvolviomento, como meios eficazes de proteger as comundidades, que foram antes ocupados pela criminalidadfe em razão da ausência do Estado.

As missões para identificação e recolhimento de armas pesadas continuam em alta, e de modo tão significativo como nunca se viu antes no Rio de Janeiro. Só neste primeiro semestre de 2026 as forças de segurança já apreenderam 420 fuzis AR-10 e AR-15, além de pistolas, com uma média de 2,5 fuzis retirados por dia de circulação. 

Os fuzis AR-15 são armas de guerra, sendo as mais poderosas as de disparo automático, de 5,56x45mm, que é o padrão apra combates da OTAN. Pois são os fuzis AR-15 as armas preferenciais que chegam às mãos dos integranets das facções criminosas, pelo alto poder de detruição dos alvos a que elas são direcionadas.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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