O Nordeste brasileiro vem dando dedemonstrações sequenciadas da sua imensa capacidade de vencer desafios e alcançar indicadores sempre mais positivos no caminho do desenvolvimento.
O fato mais recente vem da divulgação de dados oficiais relativos à mortalidade infantil no país, entre os anos 1990 a 2019, que caiu expressivamente nesse período, e que teve a região Nordeste como carro-chefe.
A redução nos Estados nordestinos foi drástica, além dos 90%, caindo de níveis superiores a 75 óbitos por cada grupo de 1 mil nascidos, para cerca de 15,2 óbitos por mil.
Esse é um retrato do imenso trabalho coordenado e compartilhado, começando no poder central e se espalhando por governos estaduais e prefeituras municipais, expondo um notável avanço nas políticas de saúde pública, vacinação e também de saneamento básico.
A mortalidade infantil no Brasil, como um todo, caiu 77% entre 1990 e 2019, passando de 75 para 14,2 mortes por mil nascidos vivos. O Brasil tem hoje a menor taxa de mortalidade infantil dos últimos 34 anos.
A consolidação de políticas públicas, como a Estratégia Saúde da Família e o aumento da cobertura vacinal, foram fundamentais para a redução histórica, mas o desafio atual é superar a "saturação" do modelo para continuar reduzindo os óbitos.
Embora a taxa no Nordeste esteja hoje 1 ponto acima da média brasileira, o que se verifica nesses anos de avanço é algo fenomenal, quando se compara às 75 mortes em cada grupo de 1 mil nascidos que eram registradas em 1990.
Dentro dessas maiores quedas históricas que ocorreram no Nordeste, há Estados, como Alagoas e Pernambuco, em que essas quedas foram gigantescas. Alagoas, que derrubou as mortes infantis em 86% do que existia em 1990, saiu de um absurdo de 102,2 óbitos por mil nascidos, para as atuais 14,4 mortes, isso apenas no período de 1990 a 2019. Pernambuco e Ceará, nesses mesmos anos, apresentaram queda de 83% cada.
Embora os pesquisadores observem que nos últimos 10 anos, sobretudo de 2015 para cá, tenha ocorrido uma má
menor velocidade na queda da mortalidade infantil, essa diminuição continua se registrando. O ritmo de redução desacelerou de 4,9% ao ano (entre 2000 e 2009), para 3,16% ano ano entre 2010 e 2024. Esses números se referem a crianças até cinco anos de vida.
Mas há detalhes significativos como retratos desse quadro geral. A taxa de mortalidade neonatal (recém nascidos), em 2024, caiu para 7 a cada grupo de 1 mil nascidos. Uma conquista creditada aos cuidados e à extensão da atenção básica, programas de vacinação e melhoria evidente no pré-natal. Os especialistas indicam a necessidade de fortalecer e ampliar a qualidade da assistência ao recém-nascido, e de ser implacável na constância da vacinação, retornando aos níveis anteriores a 2018.
É público e notório que a causa de muitas mortes infantis no país acelerou no período 2019 a 2022, quando o Brasil teve governantes contrários à vacinação, e por suas manifestações contaminaram o ambiente familiar com pregação clara contra a vacinação, não apenas contra a Covid-19, mas contra todas as formas de imunização. Isso gerou um flagrante desistímulo na tarefa de vacinar crianças para protegê-las contra várias doenças absolutamentre controláveis.