- 8 de outubro comemora o Dia do Nordestino, instituído em 2009 por São Paulo, em homenagem ao poeta Patativa do Assaré.
- Estudo revela 27 milhões de menções negativas contra nordestinos em três dias após as eleições, com 82,2% de críticas.
- Flávio Bolsonaro obteve 10,4 milhões de votos no Nordeste, contra 21,49 milhões de Lula, diferença de 11,1 milhões.
- Manifestações agressivas contra nordestinos são organizadas e concentradas em redes sociais, com origem no Sul e Sudeste.
- Críticos alertam que a polarização e o desrespeito à região refletem um declínio ético e espiritual do Brasil.
Este 8 de Outubro está reservado à lembrança do Dia do Nordestino, um evento instituído por lei municipal da capital de São Paulo, em 2009, como uma homenagem à data de nascimento do poeta cearense Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, transformando-se, daí, numa celebração que corre pelo país afora.
A partir daí, celebrar o Nordeste passou a ser a mais autêntica e genuína manifestação de brasilidade, uma atitude que passa a cada dia a ser orgulho para os que vivem na região, tendo ou não nascido nela.
Trata-se de um ato de reconhecimento histórico, valorização cultural e afirmação de identidade. A região nordestina é um dos principais pilares da formação do Brasil, e sua celebração vai muito além da festa: trata-se de homenagear a resistência de seu povo e a riqueza de suas tradições.
Mas se esse orgulho de ser nordestino cresce sempre mais, por outro lado aumenta o sentimento de menosprezo e tentativas permanentes de ridicularizar a região e seus filhos, classificando-os como inferiores, analfabetos. pobres coitados, como é comum observar-se sobretudo nos perídos pré e pós-eleitorais.
Sempre dizendo que os nordestinos "não sabem votar", como se tem visto e ouvido da boca até mesmo de pseudos líderes políticos brasileiros, influenciadores da política não param de agredir os norestinos.
Agora mesmo, no estudo que acaba de ser publicado sob a denominação "O Nordeste no Banco dos Réus", elaborado pela Ativiweb DataLab, com 32,8 milhões de menções, links e compartilhamentos que associam o Nordeste ou os nordestinos de maneira negativano cenário eleitoral, 82,2% dos entrevistados apresentaram tom crítico ao voto da região, o que equivale a 27 milhões dfe manifestações hostis aos nordestinos, de condenação a sua forma de votar, em apenas três dias seguintes às eleições no 1º turno. Apenas 17,8% (5,8 milhões) das menções foram classificadas como neutras ou foram na direção de defesa do povo nordestino.
O volume de publicações, conforme publicação no UOL e na Folh de São Paulo, equivale a uma média de 456 mil menções desabonadoras aos nordestinos por hora, ou mais de 7.600 por minuto, durante os três dias que se seguiram aos resultados do Primeiro Turno.
No Nordeste, de acordo com resultados do TSE, o atual Presidente Lula, candidato à reeleição, recebeu 21,49 milhões de votos, alcançando o percentual de 67,39% do resultado, contra apenas 10,4 milhões ( equivalentes a 32,61%) de Flávio Bolsonaro, uma diferença pró-Lula de 11,1 milhões de votos. Flávio Bolsonaro conseguiu na região nordestina menos da metade dos votos dados a Lula.
Quando o resultado de uma eleição faz uma parcela enorme da população- sob comando de pessoas que se apresentam como lideranças políticas- apontar o dedo para toda uma região , como acontece desdee 2018 contra os nordestinos, significa que o país está muito adoecido, empobrecido espiritualmente, perdendo seus valores e jogando no lixo os seus padrões de ética e dignidade. E isso toma dimensões inimagináveis quando vemos pessoas até mesmo do Nordeste aplaudino e estimulado esse tipo de postura covarde e vil, que ao contrário dedeveria envergonhar.
Vinte e sete milhões de direcionamentos agressivos e hostis contra uma população regional inteira não significa manifestação espontânea, mas um claro direcionamento político, um comando eleitoreiro abjeto e nocivo que tem a intenção clara de manter abertas as feridas do confronto, do enfrentamento a qualquer preço, de uma polarização sem sentido, que não leva o Brasil a nenhum bom lugar, mas a um patamar de inferioridade e desgraça.
Essa gente do mal que dispara esses 27 milhões de acintes contra os nordestinos, forma um exército armado que toma conta do Facebook, do Instagram, do Tik Tok, do X, e leva seus comentários desprezíveis através do YouTube, cuja origem aprte de Estados do Sul, Sudestre e Centro-Oeste, aparentando um sinal claro de que desejam de fato a divisão do Brasil.
Os disparos aparecem ao mesmo tempo, sempre dos mesms locais, numa sinalização evidente de que se trata de coisa muito bem organizada, às vistas da justiça (sobretudo da Justiça Eleitoral), que parece não exergar, ou se está vendo, não parece disposta a fazer nada para barrar essa gritante falta de civilidade, de decência, de respeito, de humanidiade.