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Coluna do jornalista José Osmando - Brasil em Pauta

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Quatro estados nordestinos crescem além do dobro do Brasil no trimestre encerrado em julho

Quatro estados do Nordeste tiveram seu PIB mais do que dobrado no trimestre encerrado em julho, superando o crescimento nacional. Veja os dados e o impacto econômico da região.

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  • Estados do Nordeste mostram crescimento acima da média nacional no PIB em 2026.
  • Piauí, Alagoas, Paraíba e Pernambuco tiveram PIB mais do que dobrado em comparação nacional.
  • Relatório do IBGE revela desempenho positivo do Nordeste, com crescimento médio de 2,5%.
  • Banco do Nordeste financiou empreendimentos e sustentou atividades econômicas com recursos bilionários.
  • Setor turístico e agropecuário impulsionam economia regional com investimentos e desenvolvimento sustentável.
Região Nordeste | Reprodução
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O ranking do Produto Interno Bruto do Brasil  relativo ao último semestre encerrado em julho de 2026, mostra que vários Estados do Nordeste acumularam alta bastante superiores à alçancada pelo conjunto do país, e quatro deles - Piauí, Alagoas, Paraíba e Pernambuco-, tiveram seu PIB mais do que  dobrado na comparação com o resultado nacional.

Enquanto o Brasil registrou uma alta no trimestre de 1,6% ( com um acumulado  em 12 meses de 1,8%), o Piauí cresceu 4,1% nos meses de maio, junho e julho, o Estado de Alagoas ficou igualmente com 4,1%, a Paraíba obteve uma alta de 3,8% e Pernambuco teve evolução de 3,6%.

Esses dados divulgados no início de outubro, sob a responsabildiade  do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, órgão nacional encarregado dos cálculos e divulgação, por meio do relatório Contas Nacionais Trimestrais, foram posteriormente analisados e comparados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste(ETENE), do Banco do Nordeste do Brasil -BNB, agora sendo revelados.

Por essas análises sobre o que revela o ranking em cada trimestre, Estado por Estado, viu-se que o Nordeste ficou, na média dos seus nove integrantes,  com um percentual de crescimento de 2,5%, praticamente um ponto percentual acima da média brasileira, o que demonstra um sequenciado estágio de vitalidade da economia da região.

O Nordeste tem recebido importantes aportes para investimentos, que têm permitido expandir de maneira animadora as suas atividades turísticas, obtendo sucesso também por uma combinação de forte injeção de crédito, avanço da agropecuária, superação da seca e falta dágua, obras estruturantes essenciais, sobretudo dentro do PAC implantado pelo Governo Lula,  e uma notável diversificação de serviços, sobretudo na exploração e fornecimento de energias renováveis.

Na avaliação sobre esse desempenho positivo do Nordeste, especialmente nos últimos três anos, observa-se uma atuação muito forte do Banco do Nordeste no financiamento das atividades econômicas, com massiva liberação de recursos, em volares bilionários, para garantia de novos empreendimentos e sustenção de atividades tradicionais na região.

O setor de serviços, aliado à força do comércio da região, tem sido cruccial para sustentar a atividade, gerar emprego e renda para as famílias. 

Nesse particular, o segmento turístico tem sido fundamental, porque o Nordeste, cada vez mais descoberto e visitado por turistas das mais variadas partes do mundo, tem possibilitado um crescimento expressivo de receitas e trazido a atuação das gestões públicas, especialmente da esfera federal, para obras estruturantes nas principais cidades nordestinas, com a ampliação de vias de mobilidade urbana, rodovias e modernização e ampliação de portos e aeroportos.

Noutra área,a agropecuária regional avança fortemente, ampliando atividades históricas e abrindo e consolidando novas fronteiras agrícolas, como acontece com o Matopiba, envolvendo os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, com safras significativas de soja e milho, e um notável aumento do PIB dessas regiões em que esse esforco econômico concentrado se realiza.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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