- Trump enfrenta dificuldades na manutenção da capacidade armamentista dos EUA, com estoque de mísseis Patriot em declínio.
- Ataques iranianos contra base norte-americana na Jordânia revelam falhas na defesa aérea dos EUA.
- Reservas de petróleo dos EUA caem drasticamente, ultrapassando projeções dos analistas.
- Crise econômica e industrial nos EUA são atribuídas ao conflito prolongado com o Irã.
- Trump busca revitalizar a indústria de armas e reforçar capacidade militar para manter a liderança global.
Duas notícias que chegam dos Estados Unidos mostram o grau de dificuldade que tende a crescer sob a gestão de Donald Trump na condução do que os norte-americanos proclamam como a maior economia e democracia do Planeta.
A primeira diz respeito à redução acentuada da capacidade armamentista dos EUA - até então considerada a maior entre todas as nações-, derrubando a capacidade ofensiva do país ao ver-se reduzir de maneira notável o seu estoque de armas e munições. Foi exatamente por essa razão que Donald Trump impôs há uma semana uma pausa ao Irã na guerra que implantou desde fevereiro, ao constatar que o volume de mísseis Patriot - o mais avançado do mundo para defesa aérea e interceptação de mísseis, sofre abalo crescente.
Empreender novos ataques ao Irã e seus aliados do Golfo Pérsico seria impor a necessidade de utilização sempre maior desas poderosas armas, o que não é possível, porque elas estão sumindo, daí a única escolha possível foi dar uma trégua nos ataques.
O The New York Times deu recente destaque à informação de que o ataque do Irã a uma base dos EUA na Jordânia em meados de julho, que deixou soldados norte-americanos mortos, ocorreu justamente porque a barreira antimísseis e antidrones norte-americana falhou, por incapacidade técnica, deixando passar um míssil iraniano.
Do estoque desse arsenal, conforme especialistas e relatórios do The New York Times, os EUA já usaram 1.500 interceptores e teriam em reserva nada além de 1.000 unidades.Isso é muito pouco para alguém que está disposto a manter a guerra no Oriente Médio e faz constantes ameaças de invasão a outros países.
Somente nos conflitos com o Irã, o próprio Trump admite que os EUA já gastaram US$ 37,5 bilhões.
Mesmo oficialmente negando que as armas estão acabando, o presidente Donald Trump subiu ao palco da Cúpula de Defesa e Inovação da Pensilvânia, no início deste mês de julho, ao lado de CEOs das maiores empresas de defesa e armas do país e disse que era preciso aumentar o volume e a velocidade da produção de armas."
E concluiu :" Temos as armas de melhor qualidade do mundo,mas precisamos produzir mais rápido."
Sua intenção, fica muito claro, é revitalizar a indústria americana e reforçar a capacidade de combate das Forças Armadas dos EUA, que ele considera "o arsenal da liberdade do país".
Outro ponto que deve trazer preocupações a Donald Trump e elevar as atenções do mundo, é o fato de que as reservas de petróleo dos Estados Unidos estão caindo de modo significativo. Na semana encerrada em 24 de julho, já havia sido registrada uma baixa de 7,167 milhões de barris no volume total dos estoques, segundo o órgão oficial do governo, o Departamento de Energia. As perdas de agora dão um total de 404,508 milhões de barris, batendo de longe a projeção dos analistas, que calculavam uma baixa de apenas 600 mil barris. A taxa de uso da capacidade das refinarias subiu para 97,2%, ficando quase na exaustão do seu limite.
E a grande drama é saber-se o que poderá ser feito nos dois casos, da redução gradativa da capacidade de armas, e a redução preocupante dos estoques de petróleo, diante de outra realidade adversa ao discurso de Trump: a economiados EUA não anda bem, fato que vem sendo destacado por estudos e análises dos mais diferentes campos, com redução das atividades industriais, diminuição na cpacidade de empregos e perda acentuada do poder de compra da população. Junto a isso o aumento da miséria, algo impensável em terras americanas.
Tudo isso vem sendo creditado ao próprio presidente norte-americano, como uma consequência da guerra que ele inventou e mantém contra o Irã.
Mesmo invadindo outros países, como fez com a Venezuela, de onde está levando o petróleo produzido naquele território, lucrando com isso US$ 13 bilhões, conforme o próprio Trump confessou, não dá para imaginar que esses avanços imorais sejam capazes de salvar os Estados Unidos da difícil encruzilhada em que seu dirigente maior meteu o antes poderoso país.