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Conselho de Ética arquivou quase metade das ações contra deputados em 2025

Colegiado livrou o então deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros nove parlamentares; ações sobre motim no plenário ainda aguardam análise

Deputados durante reunião no Conselho de Ética; colegiado deve retomar em fevereiro a análise de ações contra deputados por motim | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados encerrou 2025 com o arquivamento de 13 das 27 representações analisadas ao longo do ano. A maioria das decisões beneficiou parlamentares da oposição, incluindo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Em dezembro, Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato por faltas. Ele ainda é alvo de outras três representações que não chegaram a ser analisadas e devem ser arquivadas, segundo o presidente do colegiado, Fábio Schiochet (União-SC).

Lista de parlamentares com ações arquivadas

Além de Eduardo Bolsonaro, tiveram parecer aprovado pelo arquivamento as ações envolvendo:

  • Célia Xakriabá (PSOL-MG)

  • Kim Kataguiri (União-SP)

  • Sargento Fahur (PSD-PR)

  • Guilherme Boulos (PSOL-SP)

  • José Medeiros (PL-MT)

  • Lindbergh Farias (PT-RJ)

  • Gustavo Gayer (PL-GO)

  • Gilvan da Federal (PL-ES)

  • André Janones (Avante-MG)

Lindbergh, Janones e Gilvan da Federal ainda possuem outras ações pendentes no Conselho.

Conselho deve retomar análises em fevereiro de 2026

Para 2026, o Conselho de Ética deve avançar sobre ações relacionadas à ocupação do plenário da Câmara ocorrida em agosto. No fim do ano passado, o colegiado acelerou reuniões para colher depoimentos, e Fábio Schiochet acredita que a análise avance já em fevereiro ⏳.

Deputados investigados por ocupação do plenário. As representações sobre o episódio têm como alvo os deputados:

  • Marcos Pollon (PL-MS)

  • Marcel van Hattem (Novo-RS)

  • Zé Trovão (PL-SC)

O Conselho analisa a conduta dos parlamentares durante o bloqueio do plenário por mais de 30 horas, ocorrido após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Pedidos de suspensão de mandato

As ações solicitam a suspensão temporária dos mandatos e foram enviadas pela Mesa Diretora, após recomendação do corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA).

Cada um dos três deputados responde a pedidos de suspensão por 30 dias por obstrução à cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O relator é o deputado Moses Rodrigues (União-CE).

Marcos Pollon ainda enfrenta uma segunda representação, com pedido de suspensão por 90 dias, por declarações difamatórias contra Hugo Motta.

(Com informações da CNN Brasil)

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