O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados encerrou 2025 com o arquivamento de 13 das 27 representações analisadas ao longo do ano. A maioria das decisões beneficiou parlamentares da oposição, incluindo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Em dezembro, Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato por faltas. Ele ainda é alvo de outras três representações que não chegaram a ser analisadas e devem ser arquivadas, segundo o presidente do colegiado, Fábio Schiochet (União-SC).
Lista de parlamentares com ações arquivadas
Além de Eduardo Bolsonaro, tiveram parecer aprovado pelo arquivamento as ações envolvendo:
Célia Xakriabá (PSOL-MG)
Kim Kataguiri (União-SP)
Sargento Fahur (PSD-PR)
Guilherme Boulos (PSOL-SP)
José Medeiros (PL-MT)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Gustavo Gayer (PL-GO)
Gilvan da Federal (PL-ES)
André Janones (Avante-MG)
Lindbergh, Janones e Gilvan da Federal ainda possuem outras ações pendentes no Conselho.
Conselho deve retomar análises em fevereiro de 2026
Para 2026, o Conselho de Ética deve avançar sobre ações relacionadas à ocupação do plenário da Câmara ocorrida em agosto. No fim do ano passado, o colegiado acelerou reuniões para colher depoimentos, e Fábio Schiochet acredita que a análise avance já em fevereiro ⏳.
Deputados investigados por ocupação do plenário. As representações sobre o episódio têm como alvo os deputados:Marcos Pollon (PL-MS)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Zé Trovão (PL-SC)
O Conselho analisa a conduta dos parlamentares durante o bloqueio do plenário por mais de 30 horas, ocorrido após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Pedidos de suspensão de mandato
As ações solicitam a suspensão temporária dos mandatos e foram enviadas pela Mesa Diretora, após recomendação do corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA).
Cada um dos três deputados responde a pedidos de suspensão por 30 dias por obstrução à cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O relator é o deputado Moses Rodrigues (União-CE).
Marcos Pollon ainda enfrenta uma segunda representação, com pedido de suspensão por 90 dias, por declarações difamatórias contra Hugo Motta.
(Com informações da CNN Brasil)