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CPMI do INSS aposta no judiciário para prorrogar trabalhos por mais dois meses

Parlamentares alegam omissão da presidência do Senado e pedem mandado de segurança para funcionar por mais dois meses

Sessão da CPMI do INSS no ano passado | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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A CPMI do INSS busca no Judiciário um novo caminho para conseguir a prorrogação dos trabalhos da comissão, que investiga desvios bilionários de benefícios previdenciários e o suposto envolvimento do Banco Master na concessão de crédito consignado.

Os membros da comissão protocolaram um Mandado de Segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de sexta-feira (13) e apontaram omissão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), por não receber e não realizar a leitura do requerimento de prorrogação.

Pedido de medida cautelar

Agora, o colegiado pede que o STF interceda no caso com uma medida cautelar para assegurar que a Mesa Diretora do Congresso e Alcolumbre recebam e leiam o requerimento com urgência. O pedido inicial foi assinado e apresentado por parlamentares em dezembro de 2025.

A intenção da CPMI é obter pelo menos mais 60 dias para dar continuidade às investigações e depoimentos. Caso a prorrogação não seja concedida, a comissão pode encerrar os trabalhos no dia 28 de março.

Novos documentos reforçam pedido de prorrogação

A aposta no Judiciário ocorre em uma semana movimentada para os integrantes da comissão. Parlamentares e assessores analisam um novo conjunto de 400 gigabytes de documentos sigilosos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, liberados pelo STF.

O novo volume de informações é, inclusive, um dos principais argumentos utilizados pela comissão para solicitar a extensão das investigações.

Material está em sala-cofre no Senado

Os documentos estão armazenados em uma sala-cofre no Senado, com restrição de acesso e monitoramento constante. O local já recebeu visitas de parlamentares na sexta e no sábado (14).

As medidas de segurança foram adotadas após vazamentos de dados na imprensa nas últimas semanas, o que levou o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, a determinar a abertura de um inquérito para identificar os responsáveis.

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