A CPMI que apura o esquema fraudulento de descontos ilegais do INSS foi finalizada sem um parecer final aprovado na noite de sexta-feira (27). O colegiado rejeitou o documento elaborado por Alfredo Gaspar e os trabalhos terminaram sem um novo relator nomeado para tratar do caso.
Anteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia rejeitado o pedido de André Mendonça pela prorrogação da CPMI, por uma votação de 8 a 2. A discussão pelos parlamentares foi instalada ainda em agosto de 2025 e foi marcada por embates envolvendo a base governista e a oposição. No relatório de Gaspar, cerca de 200 pessoas seriam indiciadas, incluindo, o filho do presidente Lula, o Lulinha.
O QUE DIZ O RELATÓRIO DE GASPAR
O documento elaborado por Gaspar reúne cerca de 4,3 mil páginas e propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas no âmbito das investigações. O relator chegou a dizer que ninguém seria poupado caso, de fato, tivesse tido envolvimento no esquema.
No entanto, por uma votação de 19 a 12 o relatório foi rejeitado pela Comissão. A base governista propõe um “relatório paralelo” onde prevê o indiciamento de 131 pessoas. A lista inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por organização criminosa, e o ex-presidente Jair Bolsonaro por furto qualificado contra idoso, improbidade administrativa e organização criminosa.
Apesar disto, o presidente da comissão Carlos Viana ( Podemos-MG) afirmou que a nomeação de um novo relator é responsabilidade do presidente e não deu continuidade à proposta da base governista.