- Lula defende reforma do Poder Judiciário caso seja reeleito em 2022.
- Presidente afirma que a reforma é necessária para reforçar a confiança da população.
- Lula critica uso do cargo público para benefício pessoal e exige igualdade legal.
- Presidente cita Fachin e Gonet como responsáveis pela investigação das fake news.
- Justiça e Procuradoria-Geral são apontadas como responsáveis pela restauração da credibilidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender nesta sexta-feira (4) uma reforma do Poder Judiciário e afirmou que pretende discutir mudanças na estrutura da Justiça brasileira no próximo ano, caso seja reeleito nas eleições deste ano.
Durante cerimônia no Palácio do Planalto, Lula disse que a medida é necessária para fortalecer a confiança da população nas instituições. O presidente também afirmou que todas as autoridades, independentemente do cargo, devem seguir as mesmas regras previstas na legislação.
Lula lembrou que seu primeiro governo foi responsável pela reforma do Judiciário aprovada durante seu primeiro mandato e defendeu que o tema volte ao centro do debate.
Eu sinceramente tenho o prazer e o orgulho de ter sido o presidente da República da primeira reforma do Judiciário, com Márcio Thomaz Bastos na Justiça e o nosso querido Nelson Jobim na presidência da Suprema Corte. E tenho certeza de que faremos no próximo ano uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma do Poder Judiciário brasileiro, declarou.
Segundo Lula, o objetivo de uma nova reforma seria reforçar a credibilidade da Justiça perante a população em um momento de desgaste das instituições. "Para que o povo possa continuar acreditando na Justiça", afirmou.
Lula critica uso do cargo para benefício pessoal
O presidente também afirmou que nenhuma autoridade deve utilizar o cargo público para obter vantagens pessoais e defendeu que todos estejam submetidos aos mesmos procedimentos previstos na legislação.
Ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém. Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos trâmites da legislação, declarou.
Lula afirmou ainda que a atual crise envolvendo o Judiciário exige uma resposta das instituições responsáveis pela condução das investigações.
Presidente cita Fachin e Gonet
Durante o discurso, Lula citou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que estavam presentes na cerimônia.
Gonet não abordou o assunto em sua fala. Fachin, por sua vez, pediu licença para comentar o tema. O ministro afirmou que os fatos estão sendo apurados e mencionou a expectativa de encerramento do inquérito das fake news.
A Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República estão com muita expectativa da sociedade brasileira. Está nas suas costas e nas costas do Paulo Gonet a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade sem tentar esconder absolutamente nada, declarou Lula.