- Antonio Carlos Freixo Júnior fechou acordo de delação premiada com a PGR sobre produção do filme "Dark Horse".
- Freixo revelou detalhes sobre pagamentos feitos a pedido de Daniel Vorcaro para a produção do filme.
- A Entre Investimentos, empresa de Freixo, administrou revista IstoÉ e sofreu liquidação extrajudicial.
- Produção do filme "Dark Horse" está ligada à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
- Daniel Vorcaro é investigado no Caso Master e teria sido investidor da obra cinematográfica.
O operador financeiro e dono da Entre Investimentos e Participações, Antonio Carlos Freixo Júnior, fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso envolvendo a produção do filme “Dark Horse” sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Esta é a segunda colaboração já feita desde o início das investigações. Freixo Júnior é apontado como operador da empresa utilizada para repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme.
O QUE FOI ACORDADO?
A coluna de Malu Gaspar, do O Globo, publicou que Freixo teria detalhado sobre os pagamentos que fez a pedido de Vorcaro por conta de “Dark Horse”.
Inclusive, a Entre Investimentos administrava a revista IstoÉ e a Entrepay, que sofreu liquidação extrajudicial pelo Banco Central em março deste ano. Em janeiro deste ano, a Entre foi alvo de busca e apreensão durante as investigações do caso Master.
A POLÊMICA DO “DARK HORSE”
A produção cinematográfica que conta a trajetória de Jair Bolsonaro tem sido uma das grandes marcas da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que pleiteia a Presidência da República.
A polêmica em torno da produção ganhou maior envergadura após indícios de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria sido um dos investidores da obra. Ele está no centro das investigações do Caso Master.