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Davi Alcolumbre promulga lei que possibilita reduzir pena de Bolsonaro

Presidente do Congresso Nacional ficou responsável pela promulgação, após Lula não assinar documento.

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  • O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, promulgou a Lei da Dosimetria.
  • A lei permite redução de penas para condenados dos Ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo Jair Bolsonaro.
  • O Congresso derrubou veto presidencial do projeto em votação na Câmara e Senado.
  • Luiz Inácio Lula da Silva deixou a promulgação para o Congresso para evitar associação digital ao projeto.
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), conduz sessão do Senado | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
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O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, promulgou nesta sexta-feira (8) a chamada Lei da Dosimetria, que será publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A nova legislação permite a redução de penas de condenados pelos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento da trama golpista.

Congresso derrubou veto presidencial

O projeto havia sido vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 8 de janeiro deste ano, data que marcou os três anos dos ataques em Brasília. No entanto, na última quinta-feira (30), a Câmara dos Deputados e o Senado Federal decidiram pela derrubada do veto presidencial.

Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. Já no Senado, o placar foi de 49 votos a favor e 24 contra. Para rejeitar o veto, eram necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

Lula deixou promulgação para o Congresso

Após a derrubada do veto, Luiz Inácio Lula da Silva tinha o prazo de 48 horas para promulgar a lei, mas optou por deixar a medida sob responsabilidade de Davi Alcolumbre. Segundo apuração do portal g1, a decisão foi tomada para evitar que o presidente tivesse sua “digital” associada ao projeto.

Governo pretende recorrer ao STF

Após a derrota no Congresso, integrantes da base governista anunciaram que pretendem recorrer ao Supremo Tribunal Federal. O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai, afirmou que deverá anunciar em breve a judicialização da medida.

Entre os argumentos avaliados pelo governo está o chamado fatiamento do veto integral realizado pelo Congresso, considerado por aliados do Planalto como passível de questionamento jurídico.

Apesar da articulação para contestar a nova lei, a avaliação dentro do Palácio do Planalto é de que o Supremo Tribunal Federal tende a não interferir na disputa entre Executivo e Legislativo, mantendo a decisão aprovada pelos parlamentares.

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