- Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou que votação da PEC 6x1 será adiada após eleições.
- Omar Aziz deve apresentar relatório da PEC até o fim da semana para análise na CCJ.
- Presidente da CCJ, Otto Alencar, poderá conceder pedido de vista após apresentação do relatório.
- Alcolumbre espera resultado da eleição presidencial antes de decidir sobre a votação da PEC.
- Parlamentar alerta que estratégia de Alcolumbre pode não ser mantida conforme tramitação da PEC.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou a aliados que deve deixar para depois das eleições a votação em plenário da PEC que propõe mudanças na escala de trabalho 6x1. O senador Omar Aziz (PSD-AM) deve apresentar o relatório sobre a proposta até o fim desta semana. A expectativa é que o texto seja analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima semana.
Depois da apresentação do relatório, o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), deverá conceder um pedido de vista. O prazo ainda não foi definido e pode variar entre uma e 24 horas. Encerrado o período, a proposta poderá ser incluída na pauta e votada na CCJ.
PEC pode aguardar resultado das eleições
Apesar de uma eventual aprovação na CCJ, Alcolumbre não deve levar imediatamente a PEC ao plenário. A oposição é contrária à proposta, e o presidente do Senado precisa do apoio de parte desse grupo para buscar a reeleição ao comando da Casa em 2027.
A tendência, segundo aliados, é que Alcolumbre aguarde o resultado da eleição presidencial antes de decidir sobre a votação da PEC no plenário. Nesse cenário, caso Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito, a proposta seria pautada. Se Flávio Bolsonaro vencer a eleição, Alcolumbre poderia adiar a votação.
Apesar da sinalização, um parlamentar que acompanha de perto a tramitação afirmou ter receio de que a estratégia anunciada por Alcolumbre não seja mantida.