- Defesa de Bolsonaro afirma que espingarda Maestro Arms Company está em empresa de importação no Rio Grande do Sul.
- Arma não foi entregue ao Exército e permanece armazenada pela importadora, segundo advogados.
- Exército entregou seis armas à Polícia Federal, incluindo carabinas e fuzis, após determinação judicial.
- Defesa pede que ministro Alexandre de Moraes confirme custódia da espingarda e oriente procedimentos para apresentação.
- Outra arma, pistola Arex, foi apreendida durante abordagem com teste do bafômetro em Brasília.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma das armas registradas em nome dele e que não havia sido localizada pelo Exército está no Rio Grande do Sul. Segundo os advogados, a espingarda ficou sob custódia de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul e nunca chegou a ser retirada do local.
A informação foi apresentada após o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília comunicar que não havia encontrado todas as armas que, segundo a defesa, estariam sob responsabilidade da instituição. O armamento em questão é uma espingarda Maestro Arms Company, calibre 12, que teria sido recebida por Bolsonaro como presente.
Defesa pede confirmação da guarda da arma
De acordo com os advogados, a espingarda não chegou a ser encaminhada ao Exército e permanece armazenada pela empresa responsável pela importação. A defesa solicitou que o ministro Alexandre de Moraes oficie a importadora para confirmar a custódia e definir os procedimentos para apresentação da arma à Polícia Federal.
Ao todo, dez armas estavam registradas em nome de Bolsonaro, conforme decisão que determinou a cassação do porte de arma do ex-presidente. A defesa afirmou inicialmente que oito estavam sob guarda do Exército e que outras duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Exército entregou seis armas à Polícia Federal
O Exército informou que estava com seis armas pertencentes ao ex-presidente, todas posteriormente entregues à Polícia Federal. Com a atualização da defesa, uma das duas armas que não estavam com a instituição seria a espingarda localizada no Rio Grande do Sul.
A outra arma citada é uma pistola que foi apreendida durante uma abordagem com teste do bafômetro em Brasília. O episódio ocorreu durante o período de prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro.
Veja o paradeiro das armas de Bolsonaro
- Pistola Forjas Taurus .380: estava sob guarda do Exército e foi entregue à Polícia Federal;
- Pistola Forjas Taurus .40: estava sob guarda do Exército e foi entregue à Polícia Federal;
- Carabina/Fuzil Springfield Armory: estava sob guarda do Exército e foi entregue à Polícia Federal;
- Espingarda Typhoon: estava sob guarda do Exército e foi entregue à Polícia Federal;
- Pistola Arex: estava sob guarda do Exército e foi entregue à Polícia Federal;
- Pistola SIG-Sauer: estava sob guarda do Exército e foi entregue à Polícia Federal;
- Espingarda Maestro Arms Company: segundo a defesa, está em uma importadora de artigos bélicos no Rio Grande do Sul;
- Carabina/Fuzil Caracal: segundo a defesa, já estava com a Polícia Federal desde 2023;
- Pistola Caracal: segundo a defesa, já estava com a Polícia Federal desde 2023.