SEÇÕES

Defesa de Daniel Vorcaro apresenta nova versão de delação para PF e PGR

Investigadores ainda estão analisando o material. No mês passado, a PF rejeitou uma primeira versão da delação premiada do banqueiro.

Ver Resumo
  • A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou uma nova versão da proposta de delação premiada.
  • A Polícia Federal rejeitou a primeira versão da delação e considera que o banqueiro está tentando proteger pessoas próximas.
  • As investigações avançaram após a apreensão de mais de oito celulares pertencentes a Daniel Vorcaro, indicando suspeitas de corrupção e organização criminosa.
  • O banqueiro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília após um pedido da Polícia Federal.
Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação
Siga-nos no

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, apresentou uma nova versão de sua proposta de delação premiada durante reunião realizada na última segunda-feira (1º) com representantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo informações obtidas pela TV Globo, na terça-feira (2), o advogado de Vorcaro encaminhou um adendo ao documento inicialmente apresentado.

Análise do material adia nova reunião

Uma nova reunião entre as partes estava prevista para esta quarta-feira (3), mas acabou sendo cancelada. O motivo foi o pedido de mais tempo por parte dos investigadores para analisar o conteúdo da nova proposta apresentada pela defesa.

O acordo de colaboração segue sendo negociado conjuntamente entre a PF e a PGR. No mês passado, a Polícia Federal rejeitou uma primeira versão da delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro. Investigadores avaliavam que o material acrescentava poucas informações inéditas em relação ao que já havia sido descoberto durante as investigações.

Além disso, havia a percepção de que o banqueiro estaria tentando proteger pessoas próximas ao limitar o alcance das informações fornecidas.

Perícia em celulares ampliou suspeitas

As investigações avançaram após a apreensão de mais de oito celulares pertencentes a Daniel Vorcaro. De acordo com as apurações iniciais, os dados extraídos dos aparelhos indicariam que o caso vai além de possíveis fraudes financeiras, envolvendo suspeitas de:

  • Corrupção;
  • Organização criminosa;
  • Uso de uma suposta milícia privada;
  • Acesso indevido a informações sigilosas;
  • Ataques contra adversários.

Banqueiro foi transferido para cela comum

Também no mês passado, atendendo a um pedido da Polícia Federal, Daniel Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília. Com a mudança, ele passou a seguir as normas internas da corporação, incluindo regras relacionadas ao recebimento de visitas e atendimento por advogados.

Anteriormente, o banqueiro permanecia em uma estrutura semelhante a uma sala de Estado-Maior, utilizada para presos com determinadas prerrogativas. O mesmo espaço chegou a ser ocupado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

A transferência de Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal ocorreu em 19 de março, após ele deixar a Penitenciária Federal de Brasília.

Interesse na colaboração surgiu em março

Um dia antes da transferência, a defesa procurou a Polícia Federal para informar o interesse do banqueiro em firmar um acordo de colaboração premiada. Na mesma data, Daniel Vorcaro assinou um termo de confidencialidade, dando início formal às negociações para a delação.

No início de maio, a defesa concluiu os anexos da proposta de colaboração premiada. Todo o material produzido foi entregue às autoridades em um pen drive, que passou a integrar a análise conduzida pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

As negociações continuam em andamento e a aceitação do acordo dependerá da avaliação das informações apresentadas e de sua relevância para as investigações em curso.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também