- Ministro André Mendonça ouve empresário Antônio Carlos Freixo Jr. na próxima terça-feira no STF.
- Freixo, que fechou acordo de delação premiada, detalhará fluxo de dinheiro de Daniel Vorcaro.
- Dinheiro teria passado por EntrePay, empresa liquidada pelo Banco Central em março.
- PGR tem dois acordos de delação premiada, incluindo ex-presidente João Carlos Mansur.
- Mansur deve revelar esquema de fundos usados para lavagem de dinheiro e localização de R$ 20 bilhões.
O gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), vai ouvir, na próxima terça-feira (8), o empresário Antônio Carlos Freixo Jr., conhecido como “Mineiro”. Ele é apontado como um dos operadores financeiros de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Freixo fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A audiência no STF faz parte do processo para decidir sobre a homologação da colaboração.
CEO e fundador do grupo EntrePay, Freixo deve detalhar aos investigadores o caminho do dinheiro de Daniel Vorcaro que teria sido destinado ao filme “Dark Horse”.
Os valores teriam passado pelo grupo EntrePay, que, à época dos repasses, tinha autorização do Banco Central para atuar como instituição de pagamento. Em março deste ano, a empresa foi liquidada pelo BC.
O dinheiro teria sido repassado para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado e amigo de Eduardo Bolsonaro.
Quase dez meses depois de o escândalo envolvendo o Banco Master vir à tona, a PGR tem dois acordos de delação premiada fechados relacionados ao caso. Além de Freixo, João Carlos Mansur, ex-presidente do Conselho de Administração do grupo Reag, também fechou um acordo de colaboração premiada.
Mansur deve detalhar o esquema investigado envolvendo a criação de fundos que teriam sido usados para lavagem de dinheiro. Ele também promete indicar o caminho para a localização de R$ 20 bilhões.