- Deputada federal Ana Elisa Santos Silva denunciou ameaças de morte e estupro durante campanha eleitoral.
- Ataques racistas e ameaças de violência sexual foram enviados ao e-mail da parlamentar por grupo supremacista.
- Polícia Civil investiga caso após denúncia da deputada, que destacou risco à sua família.
- Partido da deputada afirma que medidas cabíveis estão sendo adotadas contra ameaças e racismo.
- Nota da equipe reforça que violência política e racismo não serão tolerados na vida pública.
A deputada federal mais jovem de Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, denunciou ter sido vítima de ameaças de morte e de esturpo através de mensagens enviadas ao seu e-mail durante campanha eleitoral.
O teor das mensagens também contém ataques racistas por alguém que se identificou como "integrante de um grupo supremacista branco". A Polícia Civil investiga o caso após denúncia da parlamentar.
Os ataques direcionados a Ana Elisa também citava dados pessoais como uma sinalização de que o indivíduo saberia onde localizá-la e também ameaçou sua família.
O QUE DIZ O E-MAIL ENVIADO
Alguns trechos do e-mail foram divulgados pela deputada nas redes sociais.
"Nós não apenas toleramos mulheres pretas que acham que podem representar 'o povo' vestindo aqueles ternos ridículos e falando em tom alto sobre justiça social. Nós os desprezamos. E especificamente, nós desprezamos você."
A mensagem também continha ameaças de violência sexual.
"Estou escrevendo isso porque decidi que você merece o fim mais humilhante da sua carreira política antes de eu pôr um fim na sua miserável vida inteira."
MEDIDAS CABÍVEIS ADOTADAS
A equipe da parlamentar afirmou através de nota que medidas cabíveis estão sendo adotadas.
A internet não é território de impunidade. Registros técnicos podem permitir a identificação de quem utiliza o anonimato para ameaçar, perseguir ou intimidar. Esta candidatura não aceitará que racismo, ameaça, violência sexual ou violência política de gênero sejam tratados como parte normal da vida pública. A tentativa de intimidar uma mulher negra para afastá-la da disputa política será respondida com denúncia, investigação e responsabilização, diz a nota.