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Deputada mais votada do PR é alvo de ação do MPT por defender 'demissão de petistas'

Caso condenada na ação civil pública por assédio eleitoral, deputada eleita em 2026 terá que pagar indenização de R$ 1 milhão

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  • Vereadora Jessica Ramos Moreno é alvo de ação civil pública por incentivo à demissão de funcionários petistas.
  • Publicação foi feita na plataforma X em 25 de outubro após reeleição de Lula, com mais de 1 milhão de visualizações.
  • MPT acusa a parlamentar de assédio eleitoral e discriminação, exigindo remoção da postagem e pagamento de R$ 1 milhão.
  • Jessicão afirma não ter sido notificada e reforça compromisso com liberdade de expressão e respeito à Constituição.
Jessicão (PL) | Foto: Redes sociais
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A vereadora Jessica Ramos Moreno (PL), conhecida como Jessicão e atual parlamentar de Londrina, no Norte do Paraná, é alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT) após publicar uma mensagem nas redes sociais incentivando a demissão de funcionários que apoiam o Partido dos Trabalhadores (PT).

A parlamentar foi a deputada estadual mais votada do Paraná, com 131.673 votos, e assumirá o novo mandato em janeiro de 2027. O MPT determinou a retirada imediata da publicação.

Vereadora incentivou demissão de funcionários petistas

A postagem foi publicada na rede social X, antigo Twitter, em 25 de outubro, após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na mensagem, Jessicão afirmou que empresários deveriam demitir funcionários identificados com o Partido dos Trabalhadores, além de sugerir que as pessoas deixassem de contratar serviços de profissionais que apoiam a sigla.

Postagem foi feita na plataforma X — Foto: Reprodução/Redes sociais

MPT aponta assédio eleitoral e discriminação

Para o Ministério Público do Trabalho, a publicação configura assédio eleitoral e discriminação por convicção política. Segundo o órgão, foram registradas mais de 100 denúncias contra a vereadora em razão da postagem.

Além da retirada imediata da publicação, a parlamentar deverá remover outros conteúdos que induzam ou incentivem práticas discriminatórias nas relações de trabalho.

A ação também prevê o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, caso a vereadora seja condenada. O valor corresponde a R$ 1 para cada visualização da publicação.

Publicação alcançou 1 milhão de visualizações

Até a tarde de sexta-feira (6), a postagem havia alcançado aproximadamente 1 milhão de visualizações.

Na avaliação do MPT, a repercussão amplia o potencial de que a mensagem discriminatória alcance empregadores e incentive práticas de assédio eleitoral e discriminação no ambiente de trabalho.

Em caso de condenação, a indenização deverá ser destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, ao Fundo de Amparo ao Trabalhador ou a entidades sociais filantrópicas.

Vereadora diz que ainda não foi notificada

Em nota, Jessicão afirmou que não foi comunicada sobre o processo e que só irá se manifestar após ter conhecimento de todos os elementos da ação. A vereadora também destacou seu compromisso com a liberdade de expressão.

O que diz a defesa de Jessicão

Em nota, Jessicão informou que não deixará de se manifestar, dentro dos limites da Constituição Federal e das leis. Confira.

"Sobre a ação mencionada envolvendo meu nome, esclareço que, até o momento, não tive acesso oficial ao processo, tampouco fui formalmente comunicada de seu inteiro teor.

Assim que tiver conhecimento de todos os elementos, poderei me manifestar de maneira responsável e apresentar os esclarecimentos necessários.

Reforço meu compromisso com a liberdade de expressão, um direito fundamental garantido pela Constituição Federal e indispensável à democracia. O debate político, a manifestação de opiniões e a liberdade de pensamento precisam ser respeitados, independentemente de posições ideológicas.

Não abrirei mão do meu direito de me manifestar, sempre dentro dos limites da Constituição e das leis.

A democracia pressupõe liberdade, pluralidade de ideias e respeito ao contraditório".

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