- Ministro André Mendonça alerta que divulgação de dados do celular de Daniel Vorcaro pode prejudicar investigações.
- Cópia de segurança dos dados está lacrada e armazenada em HD criptografado, entregue à PF.
- Ministros Zanin e Moraes pedem acesso à íntegra dos dados, mas Mendonça nega por risco ao sigilo das apurações.
- Material foi entregue como contraprova, para uso em caso de perda ou extravio dos dados originais.
- Novas fases operacionais da investigação podem ser iniciadas com pedidos da PF ou do Ministério Público.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que a divulgação dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, poderia comprometer o andamento das investigações.
O pedido para acesso à íntegra dos dados havia sido feito pelo ministro Cristiano Zanin e posteriormente reforçado por Alexandre de Moraes. Segundo Mendonça, a liberação do material neste momento, com investigações em andamento e novas fases operacionais previstas, poderia prejudicar a eficiência da persecução penal.
Cópia de segurança está lacrada
Mendonça afirmou que o aparelho celular original de Vorcaro não está sob custódia de seu gabinete, mas permanece com a Polícia Federal, dentro da cadeia de custódia. De acordo com o ministro, a PF entregou voluntariamente ao gabinete uma cópia de segurança dos dados extraídos do aparelho. O material foi armazenado em um HD criptografado e entregue em um envelope lacrado.
Segundo Mendonça, a cópia permanece “lacrada e intocada” e não foi manuseada por ele. O ministro explicou que o material foi entregue como contraprova, para ser utilizado em caso de perda ou extravio dos dados originais.
Zanin e Moraes pedem acesso
Cristiano Zanin solicitou acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro antes do julgamento previsto para terça-feira (15). O pedido foi reforçado por Alexandre de Moraes. Os ministros defendem que a cópia de segurança armazenada no gabinete de Mendonça seja compartilhada com os demais integrantes do STF.
Mendonça, porém, afirmou que a disponibilização integral do material neste momento poderia violar o dever estatal de investigar condutas criminosas e comprometer o sigilo das apurações. O ministro também mencionou a possibilidade de novas fases operacionais da investigação, que poderão ser realizadas a partir de pedidos formulados pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público.