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Diplomatas apostam em encontro de Lula e Trump no G7 para conter tarifas

Diplomatas a par das negociações afirmam que dados de desmatamento, por exemplo, não foram levados em conta.

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  • Diplomatas brasileiros avaliam que encontro entre Lula e Trump pode ajudar a resolver impasse comercial.
  • Recomendações dos EUA para aplicação de novas tarifas ao Brasil têm forte componente político, segundo o governo brasileiro.
  • Negociações técnicas ocorrem desde julho de 2025, mas avanços são limitados e impasse persiste.
  • Lula participará do encontro do G7 na França e pode se encontrar com Trump em uma oportunidade para discutir impasses comerciais.
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca | Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Diplomatas brasileiros avaliam que um eventual encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a reunião do G7, poderá ajudar a destravar as negociações sobre a ameaça de novas tarifas comerciais contra produtos brasileiros.

A expectativa é de que uma conversa direta entre os dois líderes possa abrir caminho para avanços em temas que permanecem sem solução nas negociações técnicas entre os dois países.

Brasil considera recomendações dos EUA de caráter político

O governo brasileiro entende que as recomendações feitas por órgãos americanos para a aplicação de novas tarifas ao Brasil possuem forte componente político e ignoram argumentos técnicos apresentados ao longo dos últimos meses. Segundo integrantes do governo, diversas informações e esclarecimentos foram fornecidos às autoridades dos Estados Unidos durante as rodadas de negociação, mas não teriam sido devidamente considerados.

EUA apontam supostas práticas econômicas desleais

Nas últimas semanas, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou que o Brasil seja alvo de medidas comerciais por supostas práticas consideradas prejudiciais a empresas americanas.

Entre os temas citados na recomendação estão:

  • PIX;
  • Etanol;
  • Políticas de combate ao desmatamento;
  • Propriedade intelectual.

A recomendação foi elaborada com base na chamada Seção 301 da legislação comercial americana, mecanismo criado na década de 1970 para investigar e responder a práticas comerciais consideradas injustas por Washington.

Negociações técnicas ocorrem desde 2025

Desde julho de 2025, quando o governo Trump anunciou a abertura da investigação comercial contra o Brasil, representantes dos dois países realizaram diversas reuniões e contatos diplomáticos.

As conversas ocorreram por meio de:

  • Reuniões presenciais em Washington;
  • Videoconferências;
  • Telefonemas entre autoridades dos dois governos.

De acordo com relatos de participantes das negociações, o Brasil apresentou dados oficiais, respondeu questionamentos e forneceu esclarecimentos sobre os temas levantados pelos Estados Unidos.

Um dos principais pontos defendidos pelo governo brasileiro durante as negociações foi o esforço para combater o desmatamento ilegal. Diplomatas envolvidos nas tratativas afirmam que foram apresentados dados demonstrando avanços recentes nas políticas ambientais brasileiras, mas avaliam que esses argumentos acabaram sendo desconsiderados pelas autoridades americanas.

Lula participará do encontro do G7 na França

Embora o Brasil não faça parte do Grupo dos Sete (G7), o presidente Lula foi convidado para participar do encontro pelo presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião da edição deste ano. A reunião ocorrerá na próxima semana e deve reunir algumas das principais lideranças políticas e econômicas do mundo.

Caso o encontro ocorra, não será a primeira conversa entre Lula e Trump.

Os dois líderes já se encontraram:

  • Na Malásia, em outubro de 2025;
  • Em Washington, em maio deste ano;
  • Durante uma breve conversa em Nova York, na Assembleia Geral da ONU, em 2025.

Conversa direta é vista como alternativa para superar impasse

Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que as negociações conduzidas pelos canais técnicos não têm apresentado avanços significativos. Diante desse cenário, cresce dentro do governo a percepção de que uma conversa direta entre Lula e Trump pode ser a alternativa mais eficaz para reduzir tensões comerciais, esclarecer divergências e evitar a adoção de novas barreiras tarifárias contra o Brasil.

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