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Dr. Francisco chama fim da escala 6x1 de “vitória” e se opõe a PEC das horas trabalhadas

Deputado classificou a aprovação da PEC da escala 6x1 como uma vitória para os trabalhadores, criticou a proposta alternativa defendida pelo PL e previu debates mais acalorados no Congresso Nacional

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  • Deputado Dr. Francisco celebra aprovação da PEC da escala 6x1 como vitória para trabalhadores.
  • Manifesta contrariedade à PEC das Horas Trabalhadas, que reduziria carga horária sem reduzir salário.
  • Considera que Congresso Nacional precisará operar com mais tensão devido à nova composição política.
  • Atribui manifestações a favor de Lula à reação popular contra possibilidade de governo de Flávio Bolsonaro.
  • Reeleição como deputado atribuída ao trabalho realizado e diálogo com líderes municipais durante o mandato.
Dr. Francisco | Foto: Letícia Borges/meionews
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O deputado federal Dr. Francisco (PT) avaliou a aprovação da PEC da escala 6x1 como uma “vitória” durante sua participação no Central Meio Norte desta quinta-feira (15). O parlamentar também se posicionou contrário à intitulada PEC das Horas Trabalhadas.

“Uma vitória muito grande para os trabalhadores e trabalhadoras. Eu tive a oportunidade, quando tramitou na Câmara, de contribuir com a votação”, afirmou.

Em relação à PEC das Horas Trabalhadas, de autoria do senador e coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, Rogério Marinho (PL), que cria um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no qual empregador e trabalhador negociam o valor do trabalho por “hora trabalhada”, Dr. Francisco disse ser “totalmente contrário”.

Totalmente contrário a ela. Porque o que estamos tratando é de uma PEC de redução de uma carga horária de 44 horas semanais para uma de 40 horas, sem redução de salário, para assegurar ao trabalhador que ele tenha dois dias livres, completou.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou na quarta-feira (14) que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) irá unir esforços para aprovar a PEC paralela, mesmo com o fim da escala 6x1 já tendo sido aprovado.

O PL sempre defendeu essa outra estratégia. O Flávio Bolsonaro nunca negou para ninguém esse desejo e não tenho nenhuma dúvida que a composição mais à direita que as urnas levaram para o Congresso Nacional, uma vez eleito presidente, é a certeza de que irão pautar e aprovar.

CONGRESSO MAIS TENSO

Dr. Francisco - Foto: Letícia Borges/meionews

Ainda durante a entrevista, Dr. Francisco avaliou que o Congresso Nacional deve operar de forma mais tensa no próximo ano devido à nova composição, mas defendeu que o presidente Lula, em caso de reeleição, buscará o diálogo com todas as frentes.

Com a composição que se ampliou de deputados da direita e da extrema-direita, não resta dúvida de que esse debate será mais acalorado, mas também compreendo essa capacidade do diálogo que o presidente tem, que precisa unir os principais partidos, principalmente os posicionados mais ao centro, para que tenhamos condições de avançar.

VIRADA DO PT

O deputado também atribuiu as recentes manifestações realizadas em todo o país a favor da reeleição de Lula a uma resposta da população à volta de “um desgoverno”, em referência à possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser eleito.

Hoje, a movimentação, a reação e a virada que a gente tanto tem tratado, presidente Lula no segundo turno, decorrem muito, e temos que ser realistas, do receio da população ao desgoverno que foi a experiência da família Bolsonaro. Então, essa possibilidade de retorno fez com que as pessoas saíssem da sua zona de conforto e aumentassem a militância para ajudar na consolidação deste equilíbrio.

VOTAÇÃO EXPRESSIVA

Dr. Francisco - Foto: Leticia Borges/meionews

Já sobre a votação expressiva no Piauí, que o levou a ser reeleito como o quinto deputado mais bem votado, Dr. Francisco atribuiu o apoio da população a uma “resposta” ao trabalho desempenhado durante o mandato.

Entendo como resposta às entregas que tivemos durante o mandato. Ao longo dos quatro anos, eu busquei dialogar muito com os líderes municipais. Estar presente nas cidades, perceber quais eram as suas prioridades e usar o nosso mandato, emendas parlamentares, articulações com os executivos para viabilizar investimentos importantes para esses municípios.

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