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Eduardo Bolsonaro vira alvo de ação por “traição à Pátria” após acionar Casa Branca

A medida ocorre após declarações do parlamentar sobre a possibilidade de buscar apoio de autoridades dos Estados Unidos contra integrantes do Tribunal Superior Eleitoral.

Eduardo e Flávio Bolsonaro, com Paulo Figueiredo e o deputado republicano Jim Jordan. | Foto: Reprodução
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O deputado federal Lindbergh Farias anunciou que pretende acionar a Justiça contra Eduardo Bolsonaro nesta segunda-feira (6). A medida ocorre após declarações do parlamentar sobre a possibilidade de buscar apoio de autoridades dos Estados Unidos contra integrantes do Tribunal Superior Eleitoral.

Para Lindbergh, a atitude pode configurar “traição à Pátria”, por envolver tentativa de interferência externa em instituições brasileiras.

DECLARAÇÕES POLÊMICAS

A controvérsia começou após a divulgação de uma entrevista em que Eduardo Bolsonaro foi questionado sobre a possibilidade de articular sanções internacionais contra membros do TSE. Em resposta, ele confirmou a intenção e afirmou que poderia agir durante o período eleitoral.

“Nós podemos fazer isso também em tempo real, através de conversas de aplicativos de mensagem […] Estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinente e que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender as providências”, declarou Eduardo.

Ao detalhar possíveis interlocutores, o deputado citou diretamente autoridades norte-americanas:
“A Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo”.

ACUSAÇÃO DE INTERFERÊNCIA

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lindbergh Farias reagiu com críticas duras, apontando risco à soberania nacional. Segundo ele, a fala indica tentativa de mobilizar uma potência estrangeira para influenciar decisões da Justiça Eleitoral brasileira.

“Ele comete um outro crime, porque o que ele está dizendo claramente é que quer utilizar uma potência estrangeira para, de alguma forma, influenciar, interferir nas decisões do TSE. E é ameaça, é crime de traição à pátria novamente”, cravou o petista.

CONTEXTO INTERNACIONAL

O deputado do PT também associou as declarações ao histórico de articulações internacionais de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele mencionou, inclusive, tentativas de utilização da chamada Lei Magnitsky, que permite sanções a cidadãos estrangeiros, como instrumento de pressão política.

INVESTIGAÇÃO NO STF

O caso ganha novos contornos porque Eduardo Bolsonaro já é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes marcou para o dia 14 de abril o depoimento do parlamentar em um inquérito que apura possível coação no curso do processo.

A apuração, aceita por unanimidade pela Primeira Turma da Corte, investiga supostas tentativas de articulação internacional com o objetivo de interferir em decisões judiciais.

NOVO ELEMENTO

Com o calendário das eleições de 2026 já em andamento sob coordenação do TSE, a declaração de que pretende atuar “em tempo real” junto à Casa Branca passa a ser vista como mais um elemento relevante dentro das investigações em curso.

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