O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), desembarcou nesta quarta-feira (25) em São Paulo para iniciar uma série de articulações com foco na disputa pela Presidência da República em outubro.
Após a desistência de Ratinho Júnior da corrida pela indicação do PSD, Leite afirmou que se reunirá ainda nesta tarde com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. O objetivo, segundo ele, é apresentar um “projeto eleitoral alternativo ao medo” para o pleito deste ano.
Durante o desembarque, Leite criticou a polarização política e defendeu a construção de uma terceira via. Sem citar diretamente os nomes, ele se referiu à disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
“As pessoas não estão divididas entre duas candidaturas com entusiasmo. Boa parte dos brasileiros está dividida entre dois medos: o medo de que Lula permaneça e o medo de que Bolsonaro volte. Não podemos desperdiçar a oportunidade de votar com esperança e entusiasmo para construir um futuro”, afirmou.
O governador disse estar motivado para liderar uma alternativa política. “Estou muito animado com a perspectiva de liderar um projeto que mostre um novo caminho para o Brasil. As circunstâncias são complexas, mas escolho não me render a elas e ajudar a redesenhar o destino político do país”, declarou.
Leite também descartou a possibilidade de disputar outros cargos caso não seja escolhido como candidato do PSD à Presidência. Ele afirmou que não pretende ser vice em nenhuma chapa, nem concorrer ao Senado — mesmo que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, seja o nome escolhido pelo partido.
“Não estou discutindo ser vice ou alternativa ao Senado. Minha disposição é liderar um projeto. Tenho certeza absoluta de que, se tivermos a oportunidade de entrar em campo, podemos vencer essa eleição”, disse.
Caso não seja o escolhido, Leite afirmou que permanecerá no comando do governo gaúcho até o fim do mandato. Ao comentar a disputa interna no PSD, o governador avaliou que representa a melhor opção por não estar alinhado aos polos do lulismo e do bolsonarismo. “O PSD precisa decidir se vai defender indulto, anistia, ou se será o partido de um Brasil diferente, sem adesão a um polo ou outro”, concluiu.