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Eduardo Leite mantém pré-candidatura a presidente e diz que o Brasil tem 'problema de direção'

No manifesto, o governador argumenta que o país precisa enfrentar distorções estruturais e rever práticas que, segundo ele, comprometem o funcionamento das instituições públicas.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, está focado em concorrer à Presidência. | Foto: Vitor Rosa/SECOM
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou na sexta-feira (6) sua pré-candidatura à Presidência da República. A decisão foi apresentada em um texto divulgado nas redes sociais, descrito por ele como um “manifesto ao Brasil”, no qual faz críticas ao atual cenário político e defende mudanças na condução do país. 

No documento, o governador afirma que o Brasil atravessa um momento decisivo e que o país enfrenta dificuldades de liderança política.

"Não estamos diante de uma eleição comum. Estamos diante da escolha entre continuar administrando polarizações ou inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento", disse em texto divulgado nas redes sociais.


CRÍTICAS AO SISTEMA POLÍTICO

No manifesto, o governador argumenta que o país precisa enfrentar distorções estruturais e rever práticas que, segundo ele, comprometem o funcionamento das instituições públicas.

Entre os exemplos citados estão episódios envolvendo a Operação Lava Jato, questões relacionadas ao Banco Master e críticas ao que chamou de “farra de emendas” e aos chamados “penduricalhos” que ampliam supersalários no setor público.

Leite também defendeu medidas para enfrentar privilégios no serviço público e corrigir o que classificou como “anomalias de funcionamento do estado brasileiro”.


PACTO ENTRE OS PODERES

No texto, o governador propõe uma reorganização na relação entre os Poderes da República, defendendo maior coordenação institucional como caminho para viabilizar reformas estruturais.

"Precisamos reequilibrar as funções dos 3 Poderes. Com diálogo, transparência e visão de país. Não faz sentido esperarmos resultados diferentes se nosso padrão não muda. Precisamos de um a nova lógica de funcionamento institucional e político que combinem responsabilidade fiscal, metas claras, avaliações constantes de desempenho e foco consistente em educação, segurança, saúde e crescimento econômico com proteção social para famílias brasileiras", afirmou.

Ele também destacou que a responsabilidade fiscal deve ser tratada como uma agenda permanente do país, além de defender a construção de um “pacto pela governabilidade democrática”.


PROPOSTAS ECONÔMICAS

Entre os pontos defendidos pelo governador estão medidas para aumentar a produtividade e reduzir entraves burocráticos no ambiente econômico.

A proposta inclui simplificação de regras administrativas, ampliação de parcerias na área de infraestrutura e a adoção de uma estratégia nacional que coloque a educação básica como prioridade para o desenvolvimento do país.


DISPUTA INTERNA NO PSD

Além de Eduardo Leite, outros nomes do Partido Social Democrático também aparecem como possíveis candidatos à Presidência.

Entre eles estão os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Ratinho Junior, do Paraná.

No fim de janeiro, ao anunciar sua saída do União Brasil, Caiado apareceu em um vídeo ao lado dos dois governadores. Na ocasião, os três firmaram um compromisso político: o nome escolhido para disputar o Palácio do Planalto contará com o apoio dos demais na eleição presidencial. 

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