- Felipe Camarão (PT) acusa governador Carlos Brandão (PSB) de não cumprir acordo político.
- Lula teria tentado manter pacto, mas encontrou resistência por parte do governador maranhense.
- Camarão critica escolha do nome apoiado por Brandão para a sucessão estadual, classificando como projeto pessoal e familiar.
- Pré-candidato ao governo do estado busca reforçar relação com lideranças municipais e promete obras de infraestrutura e integração regional.
O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), elevou o tom ao comentar o processo de sucessão dentro do grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão (PSB). Pré-candidato ao governo do estado, Camarão afirmou que houve quebra de compromisso político envolvendo diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao programa Agora, da TV Meio Norte, o petista acusou Brandão de não cumprir um acordo que, segundo ele, previa que o PT indicaria pela primeira vez um candidato ao governo do Maranhão dentro da aliança governista. Ele foi incorreto, incoerente e não cumpriu a palavra não só comigo mas com o presidente Lula. Havia um compromisso da sucessão ser do PT, de ter pela primeira vez um governador do nosso partido no Maranhão. Já tinha essa pactuação para sucessão. Camarão afirmou ainda que Lula teria tentado intermediar a manutenção do acordo, mas encontrou resistência por parte do governador maranhense. Segundo o vice-governador, Brandão recusou sucessivamente alternativas apresentadas durante as conversas políticas. Ele deu não três vezes para o presidente, Lula pediu que ele cumprisse o acordo, mas ele disse ‘se o problema for o Camarão, vamos escolher um outro nome, aí ele pediu pra ser o Fufuca, mas Brandão disse não pela segunda vez. Depois negou um terceiro nome. Durante a entrevista, Felipe Camarão também criticou a escolha do nome apoiado por Brandão para a sucessão estadual. Sem poupar palavras, o petista classificou a decisão como um projeto pessoal e familiar. “O projeto dele não é política, o projeto é familiar, é pessoal. porque ele não escolheu uma pessoa da política, que tenha experiência, ele escolheu seu sobrinho, que tem 30 anos, o primeiro emprego foi ser secretário do tio, e agora quer ser governador como se fosse uma herança.” Ao falar sobre uma possível gestão à frente do Palácio dos Leões, Camarão buscou reforçar sua relação com lideranças municipais. Segundo ele, mantém diálogo aberto até mesmo com prefeitos que apoiam outras pré-candidaturas. “Eu tenho amizade de praticamente todos os prefeitos e prefeitas do estado. Onde eu tenho ido, mesmo com o prefeito tendo declarado apoio a outra pré-candidatura, e sempre faço questão de ligar, informando que estou indo para cidade.” O vice-governador também citou o prefeito de Timon, Rafael Brito, como uma das principais alianças políticas na região leste do Maranhão. “Aqui em Timon eu tenho um relacionamento fantástico com o prefeito Rafael”, completou. Entre as propostas apresentadas, Felipe Camarão destacou obras de infraestrutura e integração regional entre Maranhão e Piauí. O pré-candidato afirmou que pretende ampliar parcerias com o governo federal e com o governador do Piauí, Rafael Fonteles. Ao mencionar investimentos viários, Camarão citou a BR-226 e a PI-010 como exemplos de projetos importantes para o desenvolvimento regional. O petista também voltou a cobrar a execução da MA-040, estrada prometida para ligar Timon a Parnarama e Matões. “O grande sonho da população de Timon, que vai ligar Parnarama e Matões, a MA-040, tá prometida há quatro anos e nunca saiu do papel. Eu já provei que sei fazer como secretário, e com apoio de Lula ela vai sair desse papel.” Por fim, Camarão citou a construção de uma quarta ponte ligando Teresina e Timon como um dos principais objetivos de sua plataforma política. “Trazendo a irmandade entre Piauí-Maranhão, Teresina e Timon, a gente tem o sonho da quarta ponte. Dentre os pré candidatos oferecidos ao povo do Maranhão, sou o único que tem apoio do Lula, que tem essa ligação, até por ser do mesmo partido do presidente, e eu vou me unir com Rafael Fonteles para que a gente possa fazer essa quarta ponte.”Lula tentou manter pacto político
escolha de sobrinho de Brandão
Relação com prefeitos
Obras e integração com o Piauí