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Vereador do PSD é alvo de busca e apreensão da PF por suspeita de caixa dois

O parlamentar é pré-candidato a deputado estadual; a suspeita também versa sobre compra de votos no pleito de 2024.

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  • O vereador Marcos Duarte (PSD) foi alvo de uma operação da Polícia Federal em Araguaína, no Tocantins.
  • A investigação apura suspeitas de crimes eleitorais relacionados às eleições municipais de 2024, incluindo suposta compra de votos e prática de caixa dois.
  • Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela PF em Araguaína.
  • O vereador afirmou ter recebido a operação com "tranquilidade, mas também com estranheza" e declarou confiar nas instituições.
Marcos Duarte é pré-candidato a deputado estadual pelo PSD de Tocantins. | Foto: Bruno Maia/Governo do Tocantins
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O vereador Marcos Duarte (PSD) foi alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quarta-feira (6), em Araguaína, no Tocantins. A investigação apura suspeitas de crimes eleitorais relacionados às eleições municipais de 2024, incluindo suposta compra de votos e prática de caixa dois.

Batizada de Operação Palavra-Chave, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão autorizados pela 34ª Zona Eleitoral.

INVESTIGAÇÃO DA PF

Segundo a Polícia Federal, o inquérito aponta que integrantes de um grupo político teriam sido orientados a atuar em atividades de campanha em favor de um candidato a vereador sem que os serviços fossem declarados oficialmente na prestação de contas eleitoral.

Para os investigadores, a omissão pode caracterizar a prática de caixa dois.

Além disso, a apuração também inclui suspeitas de corrupção eleitoral e pressão sobre servidores públicos municipais.

“Essa mesma notícia de fato, ela reportava também a prática de pressão sobre servidores municipais, os quais, caso não votassem no candidato indicado, poderiam perder os seus cargos”, explicou o delegado Alan Marcelo Braga Carvalho.

PENAS PODEM PASSAR DE 17 ANOS

De acordo com a PF, os investigados poderão responder por crimes de corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral, coação e organização criminosa.

Somadas, as penas previstas para os delitos investigados podem ultrapassar 17 anos de prisão.

O nome da operação faz referência a mecanismos utilizados em esquemas fraudulentos para garantir o cumprimento de acordos de compra de votos.

VEREADOR DIZ RECEBER OPERAÇÃO COM “ESTRANHEZA”

Em nota, Marcos Duarte afirmou que recebeu a ação policial “com tranquilidade, mas também com estranheza”, destacando o intervalo entre o período eleitoral e o avanço da investigação.

“Recebi a operação da Polícia Federal com tranquilidade, mas também com estranheza. Já se passaram dois anos desde a eleição municipal, e apenas agora, em período de pré-campanha para deputado estadual, surge essa ação baseada em uma suposta denúncia anônima”, declarou.

O parlamentar também ressaltou que teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.

“Ressalto que todas as minhas contas foram devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral, o que demonstra a lisura da minha atuação ao longo do processo eleitoral.”

DEFESA E PRÉ-CANDIDATURA

A assessoria do vereador informou que Marcos Duarte não irá comentar o mérito da investigação neste momento e que a defesa jurídica acompanha o caso.

Na nota divulgada, o parlamentar declarou confiar nas instituições e afirmou que continuará mantendo sua pré-candidatura.

“Sempre atuei com responsabilidade e respeito à lei. Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos e confio plenamente nas instituições. Acredito que a verdade será restabelecida.”

“Sigo firme na minha pré-candidatura. Continuarei trabalhando com seriedade e compromisso com a população.”


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