Eleitores de todo o país irão às urnas em outubro para participar de mais uma eleição. Estarão em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado Federal, o que representa a renovação de dois terços da composição da Casa.
A disputa pelo Senado ganha destaque especial neste pleito. O campo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro busca ampliar sua bancada para fortalecer influência sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), já que cabe aos senadores avaliar indicações para a Corte e analisar eventuais pedidos de impeachment contra seus ministros.
Ao mesmo tempo, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalham para garantir a reeleição do petista e expandir a base governista tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. Nas Eleições Gerais de 2026, os brasileiros votarão para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
A corrida ao Senado também aparece como alternativa para governadores que estão no segundo mandato consecutivo e, portanto, impedidos de disputar novamente o Executivo estadual. Entre os nomes apontados como possíveis candidatos estão Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal; Helder Barbalho (MDB), do Pará; e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro.
Pela Constituição Federal, cada estado e o Distrito Federal contam com três senadores, que exercem mandato de oito anos. A renovação das cadeiras ocorre a cada quatro anos, de forma alternada, abrangendo um terço e dois terços das vagas.