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Eleições no Peru: Roberto Sánchez pede recontagem 'de todas as atas que a legislação permita'

A vantagem sobre Sánchez era de apenas 3.509 votos, evidenciando o equilíbrio da disputa.

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  • Roberto Sánchez defendeu a revisão das atas eleitorais no Peru.
  • A diferença entre os candidatos é de apenas 3.509 votos, com Keiko Fujimori à frente.
  • Sánchez propôs uma ação conjunta com a adversária para garantir transparência ao processo eleitoral.
  • O Jurado Nacional de Eleições pode levar mais tempo para definir o vencedor, devido ao equilíbrio entre os concorrentes.
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez | Foto: Reprodução/Instagram
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O candidato presidencial peruano Roberto Sánchez defendeu nesta sexta-feira (12) a revisão de todas as atas eleitorais passíveis de reavaliação pela legislação do país, diante da pequena diferença de votos que o separa da adversária Keiko Fujimori na disputa pelo comando do Peru.

Com mais de 98% das urnas contabilizadas, os dados divulgados pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) mostravam Keiko Fujimori à frente, com 50,01% dos votos válidos. A vantagem sobre Sánchez era de apenas 3.509 votos, evidenciando o equilíbrio da disputa.

Em publicação feita na rede social X, Sánchez propôs uma ação conjunta com a adversária para garantir transparência ao processo eleitoral. Segundo ele, a diferença mínima entre os candidatos justifica uma revisão criteriosa dos resultados para assegurar que não haja questionamentos sobre a vontade expressa pelos eleitores.

“O resultado é extremamente apertado, e o país merece total clareza sobre o desfecho da eleição”, afirmou o candidato ao defender a recontagem das atas permitidas pela legislação eleitoral.

De acordo com o sistema oficial de apuração, restavam apenas nove urnas sem contabilização. Além disso, 1.595 atas estavam encaminhadas para análise do Jurado Eleitoral Especial (JJE), órgão responsável por avaliar possíveis inconsistências no processo e equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro.

No Peru, a votação é realizada por meio de cédulas de papel. Após o encerramento da votação, cada mesa eleitoral produz uma ata com o registro dos resultados, que posteriormente é submetida ao sistema de apuração.

Até a publicação dos dados mais recentes, a ONPE não havia se manifestado oficialmente sobre o pedido apresentado por Sánchez. Dessa forma, não existia qualquer decisão determinando recontagem geral dos votos, e a apuração seguia normalmente.

Possibilidade de revisão já era prevista

A análise de parte das atas já vinha sendo considerada pelas autoridades eleitorais antes mesmo da conclusão do segundo turno. Em comunicado divulgado anteriormente, o Jurado Nacional de Eleições alertou que a definição oficial do vencedor poderia levar mais tempo devido ao equilíbrio entre os concorrentes.

O presidente do órgão, Roberto Rolando Burneo Bermejo, explicou que o processo de revisão das atas exige uma avaliação detalhada, o que pode prolongar a divulgação do resultado final até meados de julho.

Embora o número de documentos sob análise represente uma parcela pequena diante das cerca de 92,7 mil atas que compõem o sistema eleitoral peruano, a diferença reduzida entre os candidatos faz com que qualquer alteração possa influenciar diretamente o resultado da eleição.

Burneo Bermejo acrescentou ainda que novas atas poderão ser encaminhadas para revisão caso o Jurado Nacional de Eleições considere necessário durante o andamento do processo.

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