O presidente Lula direcionou críticas ao governo de Donald Trump durante seu discurso em Bogotá, na Colômbia. O líder brasileiro afirmou que não há justificativa para invasão entre países.
Não há, nem na Carta da ONU nem na Bíblia, nada que diga que um presidente pode organizar a invasão de um país a outro, disse.
A declaração ocorreu no Fórum de Alto Nível CELAC-África, que reúne líderes das duas regiões em meio a um contexto de maior fragmentação geopolítica.
COOPERAÇÃO ENTRE LATAM E ÁFRICA E DÍVIDA HISTÓRICA
Na oportunidade, o presidente brasileiro defendeu uma cooperação mútua entre América Latina e África. Em seu discurso, ele destacou os pontos em comum entre as duas regiões, como a presença das maiores florestas tropicais do mundo — a Amazônia e a floresta do Congo — e desafios compartilhados nas áreas de desenvolvimento e combate à pobreza.
O líder também mencionou a existência de iniciativas de cooperação entre África e América Latina. Destes citados, ele fez referência a projetos que envolvem o uso de inteligência artificial brasileira. Segundo ele, essas parcerias podem contribuir para reduzir desigualdades e ampliar o acesso à tecnologia.
Lula falou em “dívida histórica” com o continente fazendo referência a mais de 350 anos de escravidão. Segundo ele, políticas públicas como a lei de cotas são importantes, mas ainda não suficientes para reparar os danos.
AUMENTO DE TENSÕES GLOBAIS
Lula comentou também sobre o aumento de tensões globais no mundo. Segundo o líder do executivo, hoje há um maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial no mundo.
“Estou extremamente preocupado com o que está acontecendo no mundo de hoje”, afirmou.