- O presidente da Câmara Municipal de Teresina, Enzo Samuel (PV), defendeu redistribuição tributária dos recursos federais.
- A gestão da Fundação Municipal de Saúde enfrentou problemas com empresas que não cumpriram contratos e atrasaram os serviços.
- Foram solicitados R$ 10 milhões em recursos parlamentares para manutenção dos prédios e abertura de processos licitatórios.
- O principal problema é a divisão desigual dos recursos, com a União recebendo mais do que os municípios.
O presidente da Câmara Municipal de Teresina, Enzo Samuel (PV), defendeu uma redistribuição tributária dos recursos federais, com uma parcela maior para os municípios. A fala ocorre após a cobrança de mais recursos pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).
Nesta segunda-feira (04), a Câmara realizou uma audiência pública para discutir a situação das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. Segundo a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, a gestão recebeu as unidades com limitações e enfrentou problemas com empresas que não cumpriram contratos, o que atrasou os serviços.
"Mais de 360 ordens de serviço foram dadas para a primeira empresa que estava licitada. Ela não cumpriu. Nós tiramos a empresa, punimos e fizemos uma nova adesão. Agora já temos uma empresa licitada e contrato finalizado", explicou.
Ainda há mais de R$ 15 milhões em recursos parlamentares para manutenção dos prédios, mas faltam insumos. Foi solicitado um aporte emergencial de R$ 10 milhões, além da abertura de 15 processos licitatórios.
Enzo Samuel afirmou que o principal problema é a divisão desigual dos recursos. "A maior parte fica com a União, enquanto o município recebe menos, mas concentra as maiores demandas. Isso gera um gargalo no atendimento, já que é na cidade que o cidadão busca os serviços", disse.