- Empresa foi constituída em 16 de abril de 2021, com Flávio Bolsonaro como único titular.
- Administração é conduzida por Letícia Caetano dos Reis, irmã do contador preso em 2025.
- Escritório funciona em mansão do senador no Lago Sul, em Brasília, sem outros funcionários.
- PF investiga movimentações financeiras, incluindo contas do Santander e Banco de Brasília.
- Flávio é alvo de nova apuração por suspeita de compartilhamento de contas bancárias.
A empresa foi constituída em 16 de abril de 2021 e tem Flávio Bolsonaro como único titular. A administração está sob responsabilidade de Letícia Caetano dos Reis, irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, preso em dezembro de 2025 sob suspeita de envolvimento em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O escritório funciona no endereço residencial do senador, uma mansão localizada no Lago Sul, em Brasília. Segundo as informações levantadas pelo UOL, a empresa não possui outros funcionários.
Investigação da Polícia Federal
As movimentações financeiras do escritório passaram a ser alvo de apuração da Polícia Federal. Um novo inquérito foi aberto na semana anterior à publicação da reportagem, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação foi motivada por indícios de um possível compartilhamento de contas bancárias entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Ambos negam a existência dessa relação financeira.
As notas fiscais analisadas pelo UOL indicam que os pagamentos pelos serviços jurídicos foram direcionados a contas do escritório no Santander e no Banco de Brasília (BRB). Uma das contas do Santander mencionadas nos documentos é a mesma que, segundo a Polícia Federal, teria Flávio e Willer Tomaz como titulares. A suspeita de conexão financeira levou a PF a solicitar a abertura de uma nova investigação envolvendo o senador.
Flávio já é alvo de outra apuração relacionada ao financiamento do filme Dark Horse.
O exercício de atividades profissionais paralelas ao mandato parlamentar é permitido, desde que respeitadas as restrições legais. No caso da advocacia, senadores não podem integrar a Mesa Diretora do Senado e estão impedidos de atuar em causas que envolvam órgãos públicos, empresas estatais e autarquias, conforme as regras aplicáveis à atividade profissional de parlamentares.