Mais de 32.000 cidadãos americanos retornaram em segurança aos Estados Unidos, do Oriente Médio, no âmbito de uma operação de assistência consular. Os dados foram registrados desde o desde o dia 28 de fevereiro, segundo o subsecretário de estado Dylan Johnson.
Em comunicado oficial, Johnson informou que o Departamento de Estado já realizou cerca de 20 voos fretados, o que permitiu a retirada de milhares de pessoas da região. Ele ressalta, porém, que o número total de evacuados pode ser ainda maior, pois o levantamento atual não contabiliza os cidadãos que seguiram para países terceiros ou aqueles que ainda estão a caminho dos Estados Unidos.
Segundo ele, embora a oferta de voos comerciais na região esteja gradualmente sendo retomada, o governo americano segue mantendo, e ampliando quando necessário, as operações de transporte terrestre e os voos charter, desde que haja condições de segurança adequadas.
O Departamento de Estado também informou que, por meio de uma força-tarefa que opera 24 horas por dia, mais de 19 mil cidadãos americanos no exterior já receberam algum tipo de assistência. O suporte inclui orientações de segurança e apoio na organização de viagens.
Ainda de acordo com o subsecretário, mais da metade dos cidadãos que solicitam ajuda para deixar a região acabam recusando as opções de transporte oferecidas pelos Estados Unidos quando são contatados. Conforme o Departamento de Estado, muitos preferem permanecer no país onde estão ou optar por alternativas privadas de deslocamento.
O governo dos EUA também pediu que cidadãos que estejam em Omã, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita e Israel e precisem de ajuda para viajar preencham o formulário de registro de crise disponibilizado pelas autoridades.
“O Departamento de Estado continuará oferecendo apoio ativo a qualquer cidadão americano que deseje deixar o Oriente Médio”, afirmou Johnson.
Os Estados Unidos e Israel estão atualmente em guerra contra o Irã, conflito que teve início no sábado da semana passada e culminou na morte do aiatolá Ali Khamenei.
De acordo com o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), somente na primeira semana de ofensiva foram atingidos mais de 3 mil alvos em território iraniano. O governo do Irã afirma que ao menos 1.332 civis morreram nos bombardeios. Já os ataques iranianos contra Israel teriam causado pelo menos dez mortes.