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Ex-advogada de Neymar reforça defesa de ministro do STJ acusado de importunação sexual

Criminalista Maíra Fernandes passa a integrar equipe que representa Marco Buzzi em processo administrativo marcado para agosto

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  • Ministro Marco Buzzi reforça equipe de defesa após acusações de importunação sexual.
  • Criminalista Maíra Fernandes atuará ao lado de Paulo Emílio Catta Preta na defesa.
  • Julgamento do processo administrativo está marcado para 6 de agosto.
  • Ministro é investigado após denúncias de duas mulheres e está afastado do STJ.
  • Processo também envolve investigações no STF e CNJ com depoimentos de 20 pessoas.
Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi | Reprodução/ VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, reforçou sua equipe de defesa no processo administrativo em que é acusado de importunação sexual. A criminalista Maíra Fernandes, que integrou a defesa do jogador Neymar Jr. em 2019, passa a atuar ao lado do advogado Paulo Emílio Catta Preta no caso.

O julgamento do processo administrativo está marcado para o dia 6 de agosto. Buzzi responde a um procedimento disciplinar após denúncias apresentadas por duas mulheres. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a responsabilização do magistrado e pediu a aplicação da pena de aposentadoria compulsória.

Nova integrante da defesa

Maíra Fernandes ganhou notoriedade ao integrar a equipe de defesa de Neymar Jr. no caso em que o jogador foi acusado de estupro pela modelo Najila Trindade, em 2019. A investigação foi arquivada, e a modelo chegou a responder por fraude processual, denunciação caluniosa e extorsão, sendo posteriormente absolvida.

Agora, a advogada passa a atuar na defesa de Marco Buzzi, que está afastado do STJ desde fevereiro deste ano.

Acusações contra o ministro

O magistrado é investigado após ser acusado de importunação sexual por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, que esteve hospedada na residência dele, em Balneário Camboriú (SC), durante as férias de janeiro.

Segundo o relato da denunciante, os dois estavam na praia quando o ministro teria tentado agarrá-la três vezes dentro do mar. A jovem afirmou que entrou em desespero durante o episódio. Buzzi nega as acusações.

Após a primeira denúncia, uma servidora também relatou ter sido vítima de crime sexual supostamente cometido pelo ministro.

Investigações em andamento

Além do processo administrativo no STJ, Marco Buzzi é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes da manifestação da PGR, a comissão responsável pelo caso ouviu o depoimento de 20 pessoas durante a fase de instrução.

Em nota, a defesa do ministro afirma que o processo demonstrará a inocência do magistrado e sustenta que as acusações precisam ser comprovadas por provas consistentes, em respeito ao devido processo legal e à busca pela verdade dos fatos.

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