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Fátima Bezerra anuncia que permanece no governo do RN e não disputará Senado

Governadora Fátima Bezerra (PT) decide permanecer no comando do Rio Grande do Norte até o fim do mandato, frustrando planos de ir ao Senado. Entenda os bastidores da decisão política.

Fátima Bezerra | Foto: Reprodução
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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), decidiu permanecer no comando do estado até o fim do mandato, em dezembro deste ano. A confirmação foi feita nesta terça-feira (17), durante entrevista coletiva, e reforçada por meio de uma carta divulgada nas redes sociais.

A expectativa anterior era de que a chefe do Executivo deixasse o cargo até abril para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026 — projeto que ela própria havia anunciado como pré-candidatura em fevereiro. Com a mudança de cenário, Fátima optou por seguir à frente do governo.

Na mesma manifestação, a governadora confirmou o nome de Cadu Xavier (PT), atual titular da Secretaria da Fazenda, como pré-candidato ao governo estadual.

Na carta, Fátima atribuiu a decisão à quebra de acordo por parte do vice-governador, Walter Alves (MDB), que teria se recusado a assumir o Executivo em caso de renúncia. “Para viabilizar a candidatura ao Senado era necessário que o vice assumisse o governo, mas ele rompeu o compromisso firmado em 2022, atendendo a interesses de uma velha elite que nunca aceitou um RN governado pelo povo. São escolhas e motivações que o tempo há de esclarecer e que impediram de assumir a tarefa mais honrosa que um cidadão pode ter: governar o Estado”, declarou.

O impasse político se intensificou após Walter Alves comunicar, em janeiro, que não assumiria o governo caso a titular deixasse o cargo. Na mesma ocasião, ele anunciou pré-candidatura a deputado estadual — movimento que também exige desincompatibilização dentro do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

O rompimento entre os dois levou à saída de aliados do vice da estrutura administrativa. Além disso, Walter passou a apoiar o nome de Allyson Bezerra (União Brasil) ao governo estadual em 2026, adversário direto do PT.

Diante da possibilidade de renúncia simultânea da governadora e do vice, a Assembleia Legislativa havia iniciado tratativas para a realização de uma eleição indireta que definiria um governador-tampão. Com a decisão de Fátima de permanecer no cargo, essa hipótese foi descartada.

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