- Flávio Bolsonaro pede suspensão de tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros.
- Senador afirma que manutenção das tarifas seria uma vitória política para Lula.
- Flávio critica efeitos das tarifas, dizendo que beneficiariam os infratores.
- Documento defende adiamento das tarifas para evitar interferência nas eleições brasileiras.
- Proposta independe do resultado eleitoral e está ligada ao interesse interno dos EUA.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em documento enviado na quarta-feira (1º) ao governo dos Estados Unidos, que a manutenção das tarifas propostas contra produtos brasileiros representaria uma "vitória política" para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio pede suspensão das tarifas
No documento, o parlamentar recomenda que o governo do presidente Donald Trump suspenda a aplicação das tarifas e inicie negociações bilaterais com o Brasil nas áreas afetadas pela medida. Segundo Flávio, a continuidade das taxas prejudicaria tanto a economia brasileira quanto a norte-americana.
As tarifas propostas proporcionariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem arquitetando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que buscam uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos, afirma o documento.
Senador critica efeitos da medida
Na avaliação de Flávio Bolsonaro, a imposição das tarifas acabaria beneficiando aqueles que, segundo ele, deveriam ser responsabilizados. O parlamentar argumenta que as medidas econômicas "recompensariam justamente os infratores que deveriam punir".
O senador também sustenta que os Estados Unidos costumam evitar a adoção de medidas econômicas de grande impacto contra democracias estrangeiras durante o período que antecede eleições. Segundo o documento, a implementação das tarifas antes da votação poderia ser interpretada como uma tentativa de influenciar o resultado do pleito, alimentando um sentimento contrário aos Estados Unidos.
Proposta é adiar decisão para depois das eleições
Ainda de acordo com o texto enviado ao governo norte-americano, adiar a implementação das tarifas para depois das eleições impediria que a medida fosse interpretada como interferência no processo eleitoral brasileiro. O documento afirma que essa posição independe de quem vença a disputa presidencial, incluindo uma eventual reeleição de Lula, e estaria relacionada apenas ao momento mais adequado para a adoção da medida, conforme os interesses da política interna dos Estados Unidos.