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Flávio Bolsonaro encontra dificuldades para consolidar palanques competitivos no Nordeste

Em redutos eleitorais estratégicos da região, lideranças de centro-direita avaliam com cautela os riscos de uma associação direta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro tenta arregimentar palanques competitivos no Nordeste. | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, encontra obstáculos para montar palanques eleitorais consistentes nos estados do Nordeste. Em redutos eleitorais estratégicos da região, lideranças de centro-direita avaliam com cautela os riscos de uma associação direta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, diante do desempenho recente da esquerda em disputas estaduais e municipais. As informações são da CNN Brasil.


CUSTO POLÍTICO

A principal preocupação entre esses grupos é o potencial desgaste eleitoral que o apoio a Flávio Bolsonaro pode provocar. Dirigentes avaliam que a ligação com o bolsonarismo tende a ser explorada por adversários, ampliando índices de rejeição e colocando em risco candidaturas locais, especialmente em um cenário já considerado desfavorável à direita nordestina.


ARTICULAÇÕES NO CEARÁ

No Ceará, o PL chegou a analisar uma possível aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Nas últimas semanas, porém, o próprio tucano passou a demonstrar reservas sobre os ganhos políticos de um eventual apoio ao pré-candidato do PL. Entre seus aliados, ganhou força a avaliação de que um alinhamento ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), ofereceria menor desgaste à imagem de Ciro.


BAHIA EM ALERTA

Na Bahia, o tema também entrou na pauta das articulações. Flávio Bolsonaro discutiu o assunto com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que aparece bem colocado nas pesquisas para o governo estadual. Apesar disso, dirigentes avaliam que um endosso explícito ao pré-candidato do PL pode gerar mais ônus do que dividendos eleitorais.


PALANQUE FECHADO EM PERNAMBUCO

Em Pernambuco, o espaço para um palanque ligado a Flávio Bolsonaro é considerado ainda mais restrito. Os dois principais nomes da disputa, João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), concentram esforços para atrair o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que praticamente inviabiliza uma aliança robusta com o PL no estado.


ALAGOAS E MARANHÃO

Situação semelhante ocorre em Alagoas, onde o ministro Renan Filho (MDB) conta com o respaldo de Lula. No estado, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, negocia sua saída do PL para o PSB, enfraquecendo ainda mais a presença bolsonarista local.

No Maranhão, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que lidera as pesquisas, mantém diálogo com forças de esquerda, afastando a possibilidade de um palanque alinhado ao PL.


INCERTEZA NO PIAUÍ E NA PARAÍBA

No Piauí, o cenário permanece indefinido. A ex-deputada Margarete Coelho é a atual pré-candidata, mas evita uma associação direta com o bolsonarismo. Assim, no Estado o palanque tende a ser de um nome próprio - atualmente o jornalista Toni Rodrigues. 

Já na Paraíba, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), líder nas intenções de voto, sinalizou que buscará apoio de Lula. O segundo colocado, Lucas Ribeiro (PP), também dialoga com o PT, reduzindo o espaço para o projeto bolsonarista no estado.


EXCEÇÕES NO MAPA

Entre os estados nordestinos, Sergipe aparece como um dos poucos com cenário relativamente menos hostil ao pré-candidato do PL. Existe a possibilidade de o prefeito de Itabaiana, Valmir Francisquinho (PL), disputar o governo estadual, embora ele ainda não figure entre os favoritos nas pesquisas.

No Rio Grande do Norte, o quadro segue indefinido. O senador Rogério Marinho (PL) tem indicado apoio ao prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), nome mais bem posicionado nas pesquisas. Alysson, no entanto, tem evitado associar sua imagem à família Bolsonaro, mesmo sendo opositor da governadora Fátima Bezerra (PT), adotando postura cautelosa em relação a um alinhamento formal com o bolsonarismo.

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