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Flávio Bolsonaro faz críticas às urnas eletrônicas e acusações são desmentidas pelo TSE

Senador e pré-candidato à Presidência ressuscita discurso do pai sobre as urnas ao relacionar sistema eleitoral brasileiro à empresa venezuelana Smartmatic

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  • Flávio Bolsonaro criticou sistema eletrônico de votação brasileiro durante reunião com diplomatas.
  • Senador afirmou que urnas eletrônicas brasileiras teriam ligação com empresa venezuelana Smartmatic.
  • TSE negou relação entre urnas eletrônicas brasileiras e empresa Smartmatic, afirmando que desenvolvimento foi feito exclusivamente pela Justiça Eleitoral.
  • Campanha de Flávio Bolsonaro afirma que pré-candidato não questionou integridade do sistema eleitoral brasileiro.
  • Senador defendeu aumento do número de observadores internacionais para acompanhar eleições.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Raul Spinassé/Novo Selo Comunicação
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a fazer críticas ao sistema eletrônico de votação brasileiro nesta terça-feira (21), durante uma reunião com diplomatas. Na ocasião, o parlamentar citou informações que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já foram desmentidas pela Justiça Eleitoral.

Em discurso no evento "Debatendo o Brasil", promovido pela Novo Selo Comunicação em parceria com o The Brazilian Report, Flávio afirmou que urnas eletrônicas utilizadas no Brasil teriam ligação com a empresa Smartmatic, da Venezuela, e mencionou um suposto relatório da CIA sobre fraudes em eleições venezuelanas.

Segundo o TSE, essa associação entre as urnas brasileiras e a Smartmatic é falsa e circula nas redes sociais desde as eleições de 2018.

O que disse Flávio Bolsonaro

Durante o encontro, que reuniu representantes de cerca de 50 países e organizações internacionais, o senador declarou que não pretendia entrar em detalhes sobre o tema, mas afirmou que parte das máquinas utilizadas nas eleições brasileiras seria da mesma empresa ligada ao sistema eleitoral venezuelano.

Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa.

Flávio também mencionou um relatório da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), segundo o qual haveria suspeitas de vulnerabilidades em sistemas eletrônicos de votação utilizados na Venezuela.

Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação.

Apesar das declarações, o senador afirmou que não estava questionando o sistema eleitoral brasileiro e defendeu o envio de um número maior de observadores internacionais para acompanhar as eleições.

TSE rebate declarações

Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral afirmou que é falsa a informação de que a Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados nas eleições brasileiras.

Segundo o tribunal, todo o projeto das urnas eletrônicas e do sistema eletrônico de votação foi concebido, desenvolvido e é administrado exclusivamente pela Justiça Eleitoral.

O TSE ressaltou ainda que a Smartmatic nunca participou do desenvolvimento ou da programação das urnas brasileiras. De acordo com o órgão, a empresa prestou apenas serviços de conexão de dados e voz em contratos anteriores e treinamento de equipes de suporte técnico e operacional.

São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país.

A Corte também lembrou que, em 2020, a Smartmatic participou da licitação para fabricação de urnas eletrônicas, mas não venceu o processo, que foi vencido pela Positivo.

Ainda conforme o tribunal, as urnas brasileiras utilizam sistemas próprios de criptografia, não são conectadas à internet durante a votação e passam por sucessivas etapas de auditoria e testes públicos de segurança.

Nota da campanha de Flávio Bolsonaro

Após a repercussão das declarações, a campanha de Flávio Bolsonaro divulgou uma nota afirmando que o pré-candidato não colocou em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Leia na íntegra:

Não é verdade que o pré-candidato Flávio Bolsonaro tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil. Em sua fala o pré-candidato se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: 1) O fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (uma notória reunião com embaixadores); 2) Um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas.

Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro’ e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional.

Afastada qualquer descontextualização das falas do pré-candidato, sua pré-campanha reafirma sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas, pois contribuem para o ‘aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições'.

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