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Flávio Dino relata hostilidade de funcionária de aérea que disse ter vontade de matá-lo

Ministro não informou a companhia em que ocorreu a interação. Presidente do STF prestou solidariedade a Dino e disse que o respeito é condição essencial da convivência republicana.

Ministro Flávio Dino | Foto: Antonio Augusto/STF
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou na segunda-feira (18) que foi hostilizado por uma funcionária de uma companhia aérea durante um episódio ocorrido em São Paulo. Em publicação feita em uma rede social, Dino relatou que, após olhar o cartão de embarque dele, a funcionária comentou com um policial do STF responsável por sua segurança que sentiu vontade de xingá-lo.

Segundo o ministro, em seguida a mulher teria “corrigido” a frase e afirmado que seria “melhor matar do que xingar”.

Ministro associa episódio à atuação no STF

Na postagem, Flávio Dino declarou que não conhece a funcionária e nem possui relação pessoal com ela. Para o magistrado, as manifestações seriam consequência de sua atuação na Suprema Corte.

O ministro informou que não pretende divulgar o nome da funcionária, da companhia aérea envolvida, nem o aeroporto onde o caso ocorreu. Apesar disso, Dino confirmou que o episódio aconteceu nesta segunda-feira, em São Paulo.

Educação cívica

O ministro ressaltou que a questão não é pessoal, uma vez que condutas como essas podem impulsionar outras ações.

Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros. Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?, afirmou.

Dino defendeu que é preciso promover educação cívica. "Assim, o pedido que faço às empresas em geral, mas especialmente àquelas que lidam com o público, é que façam campanhas internas de educação cívica para que todos possam conviver em paz, especialmente nesse ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram". 

Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um “caso isolado”. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir. Essa é a sugestão para as empresas e entidades empresariais: orientem e estimulem com campanhas educativas os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias, opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil, concluiu.

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