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FMS recusa construção de policlínica de R$ 19 milhões em Teresina, denuncia vereador

Vereador critica decisão de abrir mão de recursos do PAC; fundação alega que custos de operação seriam da prefeitura

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  • A Fundação Municipal de Saúde (FMS) recusou a construção de uma policlínica em Teresina por meio do PAC.
  • O investimento seria de R$ 19 milhões, mas a FMS argumenta que o custeio da operação ficaria sob responsabilidade da Prefeitura.
  • O vereador João Pereira (PT) criticou a decisão e propôs uma união entre vereadores, deputados e senadores para destinar valores à atenção básica.
  • A FMS afirma que a decisão foi tomada com responsabilidade administrativa e compromisso com a sustentabilidade da rede municipal de saúde.
Fachada da FMS em Teresina | Foto: Reprodução\PMT
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A Fundação Municipal de Saúde (FMS) recusou formalmente a construção de uma policlínica na capital piauiense. O assunto foi repercutido na sessão plenária desta quarta-feira (14) pelo vereador João Pereira (PT). O investimento destinado seria no valor de R$ 19 milhões por meio do Programa de Crescimento Acelerado (PAC).

O vereador explicou que pretende continuar discutindo o assunto, e que vai atrás de esclarecimentos. No primeiro momento, a FMS esclareceu que o custeio da operação da policlínica ficaria sob responsabilidade da Prefeitura.

" Eu acho que Terezina perde. Os teresineses perdem, quando a Fundação Municipal de Saúde abre mão, através de um documento, de receber esse recurso pelo PAC, que é o Programa de Aceleração de Crescimento. Qual é a obra impactante que Teresina irá receber nesse convênio com o PAC? Nenhum!", destacou João Pereira.

Na quinta-feira (15), o vereador falou novamente à imprensa sobre o caso, e deu sugestões de como soluciona-lo, como por exemplo,  uma união entre vereadores, deputados e senadores com o intuito de destinar valores em conjunto a atenção básica.

Vereador João Pereira - Foto: Cecília Brandão/MeioNews

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde explicou que a decisão foi tomada em conjunto, visando a responsabilidade administrativa e compromisso com a sustentabilidade da rede municipal de saúde. Além de que a capital já suporta uma elevada demanda regionalizada na saúde pública.

Leia a nota na íntegra: 

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) esclarece que a decisão relacionada à proposta de implantação de policlínica por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi tomada com responsabilidade administrativa e compromisso com a sustentabilidade da rede municipal de saúde.

A FMS entende que não é viável para o município de Teresina assumir mais uma política pública federal cuja estrutura e funcionamento ficariam sob responsabilidade financeira e operacional da capital para atender demandas de todos os 224 municípios do Piauí, além de pacientes oriundos do Maranhão.

A atual gestão reforça que Teresina já suporta uma elevada demanda regionalizada na saúde pública, exercendo, na prática, atribuições que deveriam ser compartilhadas com o Governo do Estado.

Atualmente, a rede municipal já conta com 10 hospitais e 3 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), estruturas que atendem diariamente não apenas moradores da capital, mas também pacientes de diversas cidades do interior do Piauí e de estados vizinhos.           

Dessa forma, a Fundação Municipal de Saúde avalia que a ampliação desse tipo de serviço exige uma pactuação mais equilibrada entre os entes responsáveis, garantindo condições adequadas de financiamento e manutenção da assistência à população.

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