- Vendas de produtos brasileiros para a União Europeia cresceram R$ 10 bilhões em dois meses com o acordo comercial provisório entre Mercosul e bloco europeu.
- Ministro Geraldo Alckmin destacou aumento de 26% nas exportações em comparação ao mesmo período do ano passado.
- Setores do agro e da indústria impulsionaram o crescimento, com destaque para café, manga, mel e equipamentos industriais.
- Acordo visa reduzir dependência de mercados como os EUA, que aplicaram tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
- Governo reforça estratégia de diversificação das exportações, com apoio da ApexBrasil para promover produtos no exterior.
As vendas de produtos brasileiros para a União Europeia registraram um aumento de R$ 10 bilhões nos dois primeiros meses de aplicação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. A informação foi divulgada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, em um momento de mudanças no cenário do comércio internacional.
De acordo com o ministro, o crescimento representa uma alta de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Em publicação nas redes sociais, Alckmin destacou o desempenho das exportações e afirmou que a expansão demonstra o potencial do Brasil na conquista de novos mercados.
Setores do agro e da indústria impulsionam resultado
Segundo o vice-presidente, o avanço foi observado tanto no agronegócio quanto na indústria. Entre os produtos que apresentaram aumento nas vendas ao mercado europeu estão café, manga e mel. Já no setor industrial, houve crescimento nas exportações de máquinas, motores e outros equipamentos.
Para Alckmin, os números refletem os benefícios da ampliação das relações comerciais do país. Ele afirmou que a abertura de mercados fortalece a economia nacional, amplia oportunidades para as empresas brasileiras e contribui para a geração de empregos.
Estratégia busca reduzir dependência de mercados específicos
O anúncio também ocorre em meio às novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, que passaram a aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país.
Diante desse cenário, o governo federal tem reforçado a estratégia de diversificar os destinos das exportações nacionais. Além disso, Alckmin incentivou empresários a buscarem novas oportunidades de negócios com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), responsável por promover os produtos brasileiros no exterior.
Acordo amplia acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu
Em vigor provisoriamente desde 1º de maio, o acordo entre Mercosul e União Europeia é resultado de mais de duas décadas de negociações. O tratado prevê a eliminação gradual das tarifas de importação para a maior parte dos produtos comercializados entre os dois blocos, ampliando o acesso ao mercado europeu e fortalecendo a competitividade das exportações brasileiras.
A expectativa do governo é que a parceria comercial reduza a dependência de mercados sujeitos a restrições comerciais e crie novas oportunidades para diferentes setores da economia.
Tarifa norte-americana reforça busca por novos parceiros
A cobrança extra de 25% pelos Estados Unidos foi adotada após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O processo analisou questões relacionadas ao desmatamento ilegal, à pirataria e ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix.
Com a confirmação da medida, o governo brasileiro intensificou as ações voltadas à abertura de novos mercados internacionais, tendo a União Europeia como um dos principais parceiros estratégicos para ampliar as exportações e fortalecer a presença dos produtos nacionais no exterior.